Título no Brasil: Mapplethorpe
Título Original: Mapplethorpe
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama/Biografia
País de Origem: EUA
Duração: 102 minutos
Direção: Ondi Timoner
Estúdio/Distrib.: Samuel Goldwyn Pictures
Idade Indicativa: 18 anos
Não sou um conhecedor da obra do Robert Mapplethorpe, a até uns anos atrás esse conhecimento se resumia a capa do álbum do Scissor Sisters, "Night Work", lançado em 2010.
Para a arte da capa, a banda utilizou uma fotografia do artista, que gerou polêmica que até foi censurada pelo Facebook.
Fato é que a maior parte da obra fotográfica de Mapplethorpe é explícita, e sempre causa polêmicas.
No caso do filme biográfico, lançado em 2018, o período em que o jovem Robert começa a despontar como um fotógrafo é o foco.
Nada comparado a outras produções - como a recente "Rocketman" por exemplo, que tem a intenção de mergulhar o telespectador na infância até o ápice da carreira de Elton John - "Mapplethorpe" foca nos momentos marcantes da vida do artista, morto em 1989.
Matt Smith e Marianne Rendón: Robert e Patti Smith na ficção
Desde a relação com a cantora e poetisa Patti Smtih, até se relacionar com homens e fazer deles os seus modelos para as fotografias.
Não sei se foi uma intenção proposital do diretor e roteirista Ondi Timoner: fazer um filme que retrata somente a ascensão e a fase áurea de Mapplethorpe, mas a impressão que fica é de um filme com pressa pra terminar.
Pra quem não o conhece, vale a pena por aguçar a curiosidade sobre sua obra, cheias de nudez explícita.
Mas o filme poderia focar mais na sua ida a Nova York, ou algo que não nos deixasse essa impressão de correria.
Mesmo com os tropeços, não deixa de ser um bom filme.
Título no Brasil: Brightburn - Filho Das Trevas Título Original: Brightburn Ano Lançamento: 2019 Gênero: Terror País de Origem: EUA Duração: 91 minutos Direção: David Yarovesky Estreia no Brasil: 23/05/2019 Estúdio/Distrib.: Sony Pictures Idade Indicativa: 16 anos
Imagine um filme de terror tendo como protagonista um super herói.
Essa é a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas", lançado em Maio desse ano.
O longa simplesmente é uma reciclagem da história do Superman, só que ao invés de salvar o mundo, o personagem principal quer destruí-lo.
SINOPSE
Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.
O filme até que tenta ser levado a sério, mas difícil de engolir a história. Primeiro que o roteiro é raso.
O casal tá lá tentando engravidar, aí desistem porque o espaço mandou um bebê pra eles. Oi?
Em nenhum momento fica claro que eles tinham algo que impedisse a gestação.
Elizabeth Banks em cena de "Brightburn" (Divulgação)
Elizabeth Banks é um rosto conhecido de outros filmes, mas entrega junto com o marido, interpretado por David Denman, atuações que dão pena, de tão ruim.
O garoto Brandon, papel de Jackson A. Dunn, com seus superpoderes também foi bem mal aproveitado nas quase duas horas de filme.
Parece que faltou direção e bom senso do roteiro.
A única coisa louvável no filme inteiro são os efeitos. O filme é bem slasher, e as cenas mais tensas são muito bem executadas. (Destaque pra cena do carro lá do meio pro fim). Dignas de enjoo e asco.
Ao que parece, os produtores pensam numa continuação, o que não seria surpreendente, diante de uma Santa de filmes ruins sendo lançados ultimamente.
E esse é só mais um deles. Aviso: não crie expectativa, ok?
Essa semana os olhos se voltaram ao lançamento da Live Action de "O Rei Leão".
A animação e 1994 que virou filme teve Beyoncé no elenco, dando voz a Nala.
Aproveitando a estreia do filme, a cantora lançou "The Lion King - The Gift", álbum que o homenageia e que, segundo a própria, "é uma declaração de amor à África".
São 27 faixas - incluindo as interludes que fazem referência ao filme - cantadas por Beyoncé, e tem participações de Kendrick Lamar, Tierra Whack, Tekno, Yemi Alade, entre outros.
"The Lion King - The Gift" é nota 9, não sendo 10 devido as intros que brocham qualquer ouvinte.
WILLOW - "WILLOW"
Dois anos após o lançamento de "The 1st", segundo disco da carreira, Willow lançou o disco auto intitulado.
As faixas, apesar de não trazer nada de diferente do que a Willow vem fazendo, são deliciosas de ouvir.
IGGY AZALEA - "IN MY DEFENSE"
Sem contar mixtapes e o EP "Survive The Summer", lançado ano passado, Iggy Azalea só tem uma álbum lançado, o "The New Classic", de 2014.
Aí depois de sair da antiga gravadora, a Island Records, lançou seu próprio selo, o "The Bad Dream Records", pra ter mais liberdade criativa.
"In My Defense" é o novo disco da rapper australiana, o primeiro lançado pelo novo selo.
E o que a gente pode concluir é que Iggy passou por uma fase em que não lançava muitos singles bons, mas "In My Defense" veio cheio deles.
LETRUX - LETRUX EM NOITE DE PISTINHA
Nunca entendei essa mania que os artistas brasileiros tem de lançar álbuns de remix.
Vou precisar repensar isso depois de ouvir "Letrux em Noite de Pistinha".
Na verdade é a primeira vez que o disco de remix é tão bom quanto a versão original.
SINGLES
YOUNG D (FEAT. FLAVOUR, YEMI ALADE, HARMONIZE, GYPTIAN, SINGUILA - ANGELA
Faz um tempinho que me apaixonei pela Yemi Alade, cantora nigeriana, então tudo que ela lanço eu tô de olho. Inclusive ela é uma das participações do álbum da Beyoncé!
Outro lançamento dessa semana do qual ela participa é "Angela", single do Young D, também nigeriano.
Impossível ouvir e ficar parado!
CHARLI XCX feat. CHRISTINE AND THE QUEENS - GONE
Pela primeira vez tô ansioso pelo lançamento do novo álbum da Charli XCX!
Depois de lançar o single "Blame It On Your Love" com a Lizzo, ela lança essa parceria com a Christine and The Queens, excelente também. E já anunciou que tem parceria com a Pabllo Vittar chegando essa semana!
CASSIE - SPEAKING OF
Lembra da Cassie, aquela que era promessa lá por 2005 com o hit "Me & U"? Pois é.
Ela continua tentando, e lançou essa semana esse single, que eu gostei até! Nada de "Oh, que grande sucesso", mas tá valendo.
AKON - WAKONDA
Outro que vez ou outra lança um single avulso é o Akon.
Longe do sucesso da década passada, mas tá aí.
ROMERO FERRO E DUDA BEAT - CORPO EM BRASA
Romero Ferro é um cantor lá de Pernambuco que a gente tem de ficar de olho.
Duda Beat, que já conquistou muitos corações - inclusive o meu - participa desse single cheio de molejo. Boa pra dançar .
SILVA E LUDMILLA - UM PÔR DO SOL NA PRAIA
Sambinha do Silva com a Ludmilla. Não me pegou ainda.
E acho bem difícil que supere "Fica Tudo Bem", faixa do cantor com a Anitta. Mas Okzinha
SAM SMITH - HOW DO YOU SLEEP?
Alguém avisa o Sam Smith que ele precisa continuar nesse Mood de música que parece que é pra sofrer, mas lá no meio a gente se joga na dança?
Maravilhosa!
Ótima pra ouvir, mas excelente se acompanhada do clipe incrível que ele lançou, pra gente copiar a coreô:
KEILA - BREGA DOIDO
Keila Gentil é ex vocalista da Gang do Eletro, que lança agora mais um single da carreira solo.
Música chiclete. Gostei.
Imagine um filme de terror tendo como protagonista um super herói.
Essa é a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas", lançado em Maio desse ano.
O longa simplesmente é uma reciclagem da história do Superman, só que ao invés de salvar o mundo, o personagem principal quer destruí-lo.
Poster de "Brightburn - Filho das Trevas"
SINOPSE
Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.
O filme até que tenta ser levado a sério, mas difícil de engolir a história. Primeiro que o roteiro é raso.
O casal tá lá tentando engravidar, aí desistem porque o espaço mandou um bebê pra eles. Oi?
Em nenhum momento fica claro que eles tinham algo que impedisse a gestação.
Elizabeth Banks em cena de "Brightburn" (Divulgação)
Elizabeth Banks é um rosto conhecido de outros filmes, mas entrega junto com o marido, interpretado por David Denman, atuações que dão pena, de tão ruim.
O garoto Brandon, papel de Jackson A. Dunn, com seus superpoderes também foi bem mal aproveitado nas quase duas horas de filme.
Parece que faltou direção e bom senso do roteiro.
A única coisa louvável no filme inteiro são os efeitos. O filme é bem slasher, e as cenas mais tensas são muito bem executadas. (Destaque pra cena do carro lá do meio pro fim). Dignas de enjoo e asco.
Ao que parece, os produtores pensam numa continuação, o que não seria surpreendente, diante de uma Santa de filmes ruins sendo lançados ultimamente.
E esse é só mais um deles. Aviso: não crie expectativa, ok?
Produção original do GloboPlay, "Shippados" é uma série de comédia desenvolvida pela dupla Fernanda Young e Alexandre Machado, criadores de outros sucessos, sendo "Os Normais" o mais bem sucedido.
Com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch como protagonistas, e que poderíamos descrever como o Rui e a Vani da era Millenial.
Reprodução / Globo
Enzo e Rita se conhecem em um bar, quando seus respectivos encontros, marcados em aplicativo, acabam desastrosamente. A partir daí, a dupla parte em busca de explicações sobre o que seria um romance ideal.
Prefiro a Tatá como apresentadora ou fazendo algo no improviso, do que atriz sendo dirigida.
Eduardo Sterblitch conhecia dos tempos do "Pânico na TV" e sempre achei seu humor meio forçado.
Mas mudei de opinião depois de finalizar a série.
Tatá e Sterblitch convence como o casal fora da casinha, mesclando momentos de humor e drama como o roteiro afiado pede.
Tramas paralelas também dão as caras na série: o casal Brita e Valdir, o casal naturista que mora com Enzo, e Suzete, colega de trabalho de Rita, que se envolve com Hélio, colega de trabalho de Enzo.
Pra completar a trupe, Dolores, mãe da protagonista, é um show a parte.
Reprodução/ Globo
O trio de casais tornam-se ainda mais hilários quando estão juntos em cena, e cabe ao telespectador qual deles irá shippar.
Outro atrativo da série é sua trilha sonora, que vai de O Terno, passando por Céu, Elza Soares, Banda do Mar, Vanguart e etc. Maravilhosa.
Terminei Shippados com aquele gostinho de ver mais.
A produção é assinada pela Globo, mas nos faz lembrar de coisas que a MTV produzia no final dos anos 90.
Se levarmos em consideração as críticas positivas sobre as loucuras de #RiZo, teremos uma segunda temporada.
Título no Brasil: Sai de Baixo - O Filme Título Original: Sai de Baixo: O Filme Ano Lançamento: 2019 Gênero: Comédia País de Origem: Brasil Duração: 83 minutos Direção: Cris D'Amato Estreia no Brasil: 21/02/2019 Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes Idade Indicativa: 12 anos
"Sai de Baixo" foi um dos melhores programas da TV Brasileira dos anos 90.
A família do Arouche, com suas tiradas sarcásticas e texto politicamente correto fez a nossa alegria nas noites de domingo.
Tamanho o sucesso fez a Globo resgatá-lo para as tarde de sábado, e vem dando ótimos índices de audiência.
E confesso que quando começaram a circular rumores de que o programa ganharia uma versão para as telonas, fiquei empolgado.
Mas o humor de Caco, Magda ficou datado, funcionando mesmo só nas reprises do humorístico gravado no Teatro.
A versão do "Sai de Baixo" para o cinema talvez tenha deixado até os fãs desapontados.
SINOPSE
Baseado no clássico seriado da televisão brasileira que conquistou o público no horário nobre das noites de domingo na TV Globo, com os improvisos que ocorrem como em uma encenação de uma peça. A estrutura do longa-metragem mantém os integrantes de uma família de classe média paulista, sua empregada doméstica e o porteiro do prédio. É a volta de personagens icônicos como Caco Antibes, Magda e Ribamar, que conta ainda com novos personagens. Vavá terá se envolvido em uma falcatrua e estará preso. Sua participação nas telonas ainda é um mistério. No Sai de Baixo, tudo pode acontecer!
Divulgação
A nossa primeira frustração começa no elenco.
Os veteranos praticamente fazem pequenas participações.
Claudia Gimenez não topou participar do filme. Marcia Cabrita se foi. Claudia Rodrigues, provavelmente devido a esclerose múltipla, nem foi cotada, ao que se sabe.
Daí resolveram escalar a Cacau Protásio pra preencher essa lacuna, em um papel bem sem graça.
Katiuscia Canoro, apesar do papel com menos destaque que a Cacau, se saiu muito melhor.
E os irmãos gêmeos do Lucio Mauro Filho? Desnecessário.
Tom Cavalcante conseguiu resgatar a alma do Ribamar, mas pecou na Dona Jaula, tia do porteiro.
Muito melhor se tivessem ressuscitado a Dona Caca, mão do Caco Antibes.
Divulgação
Essa homenagem ao programa da Globo não vingou. Totalmente sem graça.
Aliás, são poucas versões para o cinema que conseguiram se tão bons (ou pelo menos chegaram perto) que os programas originais, como "As Mulheres são de Marte", "Minha Mãe é uma Peça" e "Meu Passado me Condena" por exemplo. "Sai de Baixo" e "Vai que Cola" não tiveram o mesmo êxito (apesar de ter tido uma boa bilheteria).
Se quer continuar tendo ótimas lembranças do programa, continue nas reprises da Globo e do Canal Viva. Vale muito mais a pena.
Título no Brasil: A Sereia - Lago dos Mortos
Título Original: Rusalka: Ozero myortvykh
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Terror / Romance
País de Origem: Rússia
Duração: 90 minutos
Direção: Svyatoslav Podgaevskiy
Estreia no Brasil: 31/01/2019
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Idade Indicativa: 12 anos
RUIM
O longa russo lançado no ano passado, tem seu lado bom, pra quem busca por "jump scare", uma vez que o desenrolar da história cria momentos de tensão.
Agora, se formos levar em consideração o todo, é ruim.
SINOPSE
La Sirena é uma jovem que se afogou séculos atrás e se tornou uma sereia malvada que se apaixona pelo noivo de Marina, Roman. La Sirena insiste em mantê-lo longe de Marina em seu reino da morte debaixo d'água.
ATENÇÃO AO SPOILER!
O spoiler que eu vou dar poderia ser considerado de utilidade pública.
De sereia, esse filme não tem nada.
Primeiro porque toda a história gira em torno de um caso de afogamento em um RIO, e não conheço nenhuma história em que sereias viviam em água doce.
O elenco não tem nomes conhecidos (bom, o filme é russo né?), e todos trazem interpretações sofríveis.
É aquele filme que você assiste, se assusta um pouco, mas que não vai recomendar pra ninguém.
Ou até recomende como um filme ruim.