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ROCKETMAN (ROCKETMAN, 2019)

"Rocketman", cinebiografia de Sir Elton John pode até ter pego carona no sucesso de "Bohemian Rhapsody", longa sobre a trajetória de Freddie Mercury e Queen, souberam fazer algo anos luz melhor.
E pra quem não é fã ou não conhecia a história de um dos maiores artistas da música, ele torna-se essencial.

Atenção: pode conter spoiler

Quando uma das primeiras cenas traz Elton John (brilhantemente interpretado por Taron Egerton) chegando a uma reunião de alcoólicos anônimos, nem nos damos conta dos perrengues que o cantor e compositor passou antes de se tornar um astro.

Da infância do tímido Reggie Dwight, que tinha que lidar com esse bloqueio, além do relacionamento conturbado entre os pais, passando pela adolescência até chegar a fase adulta do cantor de roupas extravagantes, o filme dirigido por Dexter Fletcher (sim, o mesmo de Bohemian Rhapsody) e com produção do próprio Elton John, "Rocketman" é coeso.

Ponto positivo para a mistura de cenas dramáticas com musical (e olha que eu detesto filmes musicais), onde foram introduzidos hits do cantor como parte do roteiro. Funcionou muito bem.

Taron Egerton incorporou Elton, com interpretação muito melhor que a de Rami Malek como Freddie. E portanto, esperamos que ele também seja indicado a melhor ator no Oscar do ano que vem.
Sobre o figurino, que no caso de Elton John é um espetáculo à parte, as semelhanças impressionam.
Ele só peca em alguns pontos: Elton John já foi casado com uma mulher em 1984, porém isso não é muito aprofundado no filme.
Ele também foi amigo de Lady Di, e compôs uma música para seu funeral, mas o filme nem chega a retratar essa fase.

No geral, "Rocketman" nos entrega uma cinebiografia interessantíssima, talvez uma das melhores em anos.
E reitero: é muito melhor que Bohemian Rhapsody.



A MALDIÇÃO DA FREIRA (THE DEVIL'S DOORWAY, 2019)


Já tinha assistido ao spin-off de "Invocação do Mal", o morno "A Freira" e, quando me deparei com este, me veio à cabeça que poderia ser uma versão da freira Valak, só que de Taubaté. Estava enganado.

"A Maldição da Freira", filme irlandês lançado no ano passado, apesar de todos os clichês do gênero, consegue assustar os amantes do gênero.

O título original "The Devil Doorway" (algo como O Portal do Diabo), talvez funcionasse melhor.
Mas sabe como é, Brasil e seus títulos pitorescos que nada tem a ver com a produção, em alguns casos.

(Divulgação)

SINOPSE

No Outono de 1960, os padres Thomas Riley (Lalor Roddy) e John Thornton (Ciaran Flynn) são enviados pelo Vaticano a um asilo de Madalenas (lares destinados a mulheres orfãs, grávidas, prostitutas e doentes mentais) para investigar um suposto fenômeno milagroso, onde as estátuas da Virgem Maria choram sangue. 
O que eles não imaginam é que o local guarda mais segredos, entre eles uma jovem grávida e aparentemente, possuída por forças demoníacas. 

O primeiro ponto a se destacar sobre "A Maldição da Freira" é a fotografia. 
A edição de imagem foi tão bem trabalhada que até parece que estamos assistindo um filme rodado na década de 60! Seja pela imagem quanto pela sonoplastia, tudo é impecável.

Todo o mérito pode ser atribuído à diretora estreante Aislinn Clarke, que fez com que o filme mesmo tratando de um tema já batido, ganhasse um frescor.

Cena do filme (Divulgação)

Cheguei a ler muitas críticas sobre o uso do famigerado found footage, aquela filmagem que parece caseira. Aqui ele não foge à regra de muitas produções de terror, mas desta vez usadas a seu favor.
O uso do recurso foi fundamental para as cenas mais tensas.

A Madre Superiora (Helena Bereen) guarda segredos sobre o asilo

O elenco não tem nenhum nome conhecido, mas isso também não faz a menor diferença.
As interpretações são boas, e podem ser considerada até acima da média para filmes de terror, que geralmente traz atuações sofríveis. 

Engraçado como "A Maldição da Freira" não teve uma divulgação à sua altura. Uma pena, pois o filme é muito bem estruturado, e desenvolve bem a história por trás dos mistérios do lugar, além de ser muito superior ao "A Freira", derivado de Invocação do Mal.



DUAS RAINHAS (MARY QUEEN OF THE SCOTS)

SINOPSE

Duas Rainhas explora a vida turbulenta da carismática Mary Stuart (Ronan). Rainha da França aos 16 anos e viúva aos 18 anos, Mary desafia a pressão para se casar novamente. Em vez disso, ela retorna para a Escócia, sua terra natal, para recuperar seu trono legítimo. Mas a Escócia e a Inglaterra estão sob o domínio da poderosa Elizabeth I (Robbie). Cada jovem rainha enxerga sua “irmã” com medo e fascinação. Rivais no poder e no amor, e mulheres importantes em um mundo masculino, as duas devem decidir como jogar o jogo do casamento contra a independência. Determinada a governar muito mais do que ser uma figurante, Mary afirma sua reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Elizabeth. Traição, rebelião e conspirações dentro de cada reinado colocam em perigo os dois tronos - e mudam o curso da história.



O principal erro desse filme é a tradução para a exibição no Brasil: "Duas Rainhas".
Apesar do filme de fato possuir duas rainhas, quem protagoniza a história é a Rainha Maria da Escócia. 
O longa concorreu na categoria de Melhor Figurino no Oscar deste ano, mas passou meio batido, muito provavelmente pelo frisson que "A Favorita" (outro filme com a mesma temática) causou.

É o primeiro filme de Josie Rourke, que conseguiu nos trazer um trabalho impecável.
A fotografia é ótima, o figurino, da figurinista Alexandra Byrne, que também assinou o figurino de "Elizabeth (1998) e "Elizabeth - Era de Ouro (2007).

As interpretações de Saoirse Ronan (Lady Bird) e Margot Robbie (Eu, Tonya) estão excelentes, com destaque para Margot, que, apesar de não ser a protagonista, rouba as cenas algumas vezes. 
É nela que o trio Marc Pilcher, Jessica Brooks e Jenny Shircore- indicados ao Oscar de Melhor Maquiagem -  trabalharam bastante. 

A parte interessante de "Duas Rainhas" é que os homens atuam como coadjuvantes, e sempre agindo juntos para destronar a Rainha. 
David Tennant (House of Cards) e Guy Pearce (Amnésia) também estão no elenco.
Ótimo filme, vale a pena assistir. 


EX-MACHINA - INSTINTO ARTIFICIAL (2015)


Ex- Machina recebeu a indicação de Melhores Efeitos Visuais no Oscar deste ano.
Não era pra menos, afinal é de encher os olhos assistir a garota-robô interpretada por Alicia Vikander (de A Garota Dinamarquesa).
Um filme que passou meio que despercebido quando lançado, é um ótimo thriller psicológico e com final sensacional!
Super recomendado!



EX-MACHINA- INSTINTO ARTIFICIAL (ÓTIMO ★★★★)

Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não sabe mais em quem confiar.

Título no Brasil : Ex-Machina - Instinto Artificial
Título Original : Ex Machina
Ano Lançamento : 2015
Gênero : Drama / Ficção
País de Origem : Reino Unido
Duração : 108 minutos
Direção : Alex Garland
Estúdio/Distrib. : Paramount Pictures
Idade Indicativa : 14 anos

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