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VOX LUX - O PREÇO DA FAMA (VOX LUX, 2019)


Em 1999, a adolescente Celeste (Raffey Cassidy) sobrevive a uma violenta tragédia. Depois de cantar em uma cerimônia de cremação, Celeste se transforma em uma pop star iniciante com a ajuda de sua irmã compositora (Stacy Martin) e um gerente de talentos (Jude Law). A ascensão meteórica de Celeste à fama e a simultânea perda de inocência se encaixa com um ataque terrorista que desestabiliza a nação, elevando a jovem a uma potência e um novo tipo de celebridade: ícone americano, divindade secular, superstar global. Em 2017, a adulta Celeste (Natalie Portman) está se recuperando depois de um incidente escandaloso que descarrilou sua carreira. Em tour com seu sexto álbum, que traz uma coletânea de hinos sci-fi intitulado "Vox Lux ", o pop indomável de boca suja deve superar as lutas pessoais e familiares de Celeste e navegar pela maternidade, loucura e fama inabalável na Era do Terror.


Com produção executiva assinada pela protagonista, Natalie Portman, Jude Law e a cantora SIA, "Vox Lux" não poderia ser ruim. 
Achei interessante os créditos logo no início (perturbador) do filme, o que nos faz lembrar aqueles clássicos dos anos 30 e 40.
Caso não curta musicais, não desista deste, pois as cenas musicadas são poucas.
O foco aqui é Celeste, personagem brilhantemente interpretado pela dobradinha Raffey Cassidy quando jovem e Portman na fase adulta. 

Natalie, por sinal, está em um dos seus melhores papéis, e até convence como mãe de adolescente.

Jude Law também está como o empresário da garota que após sobreviver e uma grande tragédia, tem a sua ajuda para se tornar uma Pop Star (mesmo sem não ter muito talento).
Stacy Martin, que interpreta Eleanor, a irmã de Celeste, e a que detém o talento para a música, entrega uma ótima apresentação, apesar de achar que foi mal aproveitada durante a história. Poderia ter tido um destaque maior.
A fotografia, apesar de soturna, é ótima. 
E a trilha sonora assinada pela SIA é excelente.Além dos temas instrumentais que dão um ótimo tom às cenas, as faixas que compõe o repertório de Celeste foram escritas pela cantora, e é quase impossível não imaginá-las sendo interpretadas por ela. O DNA musical da SIA está em todas as faixas.
Um mistura de Birdman, com Cisne Negro e Nasce uma Estrela. 
Ótimo filme. 

CLÍMAX (CLÍMAX, 2018)

Assistir "Clímax" até o fim não foi uma tarefa fácil.
O novo longa do diretor Gaspar Noé é uma sucessão de acontecimentos de deixar o espectador de estômago embrulhado (literalmente).

No inverno de 1996, um grupo de dançarinos se juntam em um galpão para participar da seleção para novos membros da companhia.



Em uma reunião regada a música alta e sangria, os candidatos começam a perceber que algo não vai bem. Alguém batizou a bebida oferecida. 

A partir daí, eles passam a tentar descobrir quem foi o autor da mistura de álcool e LSD, até que comecem a sentir os efeitos. 



Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a fotografia. A junção de locação, iluminação, e efeitos de câmera dão o tom em praticamente todo o longa.



Além disso, cenas gravadas em plano sequência, que, quando bem dirigidas, nos dá aquela impressão de estar participando do filme.

Duas curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante: no elenco, somente dois atores profissionais: Romain Guillermic (David) e Sofia Boutella (Selva). Os demais eram dançarinos não atores.
O roteiro original, segundo o próprio diretor Gaspar Noé, só tinha cinco páginas (!). Ou seja, a maior parte das cenas foram - brilhantemente - improvisadas.

A trilha sonora é um espetáculo à parte. Produzida por Daft Punk, Gary Numan, Patrick Hernandez e Aphex Twin, ela está presente em quase todo o filme.

Conheço muito pouco da filmografia do diretor, então sou incapaz de compará-lo com outras produções. Mas sei que Gaspar Noé é bastante conhecido por chocar o público com seus filmes.

Mas depois de Clímax, me despertou a vontade de assistir os outros longas, e comentarei por aqui.

Em resumo, Clímax é um excelente filme repulsivo. Portanto, tenha estômago e psicológico para assisti-lo até o fim.




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