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A MALDIÇÃO DA CHORONA (THE CURSE OF LA LLORONA, 2018)
Título no Brasil: A Maldição da Chorona
Título Original: The Curse of La Llorona
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Terror / Suspense
País de Origem: EUA
Duração: 93 minutos
Direção: Michael Chaves
Estreia no Brasil: 18/04/2019
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa: 14 anos

Ruim
A primeira coisa que nos aguça a curiosidade é o fato de "A Maldição da Chorona" ser baseado em uma lenda mexicana.
Só que esse fato não foi o suficiente para se criar um bom roteiro.
Primeiro longa de Michael Chaves, já responsável pelo terceiro filme da franquia "Invocação do Mal", e com produção do James Wan, explora nada sobre isso.

Logo no início do filme, sabemos que uma mulher mexicana afoga seus dois filhos, lá em 1673.
Mas o que motivou o crime?
O que levou uma mãe a afogar os próprios filhos?
Mesmo com versões distintas da lenda espalhadas ao redor do mundo, o longa não se preocupou em explicar.

Cena do filme (Reprodução)

Daí a história salta para a década de 70, onde Anna Garcia, uma assistente social norte-americana, viúva de um policial, se desdobra para criar os dois filhos, Chris e Samantha.

E a partir de uma investigação de maus tratos de uma mulher contra os filhos, a assistente social abre caminho para que o espírito da Chorona desperte o interesse em "adotar" seus filhos.
Para detê-la, Anna conta com a ajuda do Padre Perez (Tony Amendola) e Rafael Olvera (Raymond Cruz), ex padre e curandeiro, e que conhece bem a lenda.

Apesar de utilizar os famigerados jump scares, o uso do recurso não se faz suficiente para torná-lo um filme bom.
A caracterização da Chorona é dar pena.
É importante que o cinema retrate lendas ou histórias que rodam o mundo, mas que outros países não conhecem. Mas esta, definitivamente, foi jogada no lixo.



ESTE FILME EU JÁ VI: BRIGHTBURN - FILHO DAS TREVAS (BRIGHTBURN, 2019)

Imagine um filme de terror tendo como protagonista um super herói.
Essa é a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas", lançado em Maio desse ano.
O longa simplesmente é uma reciclagem da história do Superman, só que ao invés de salvar o mundo, o personagem principal quer destruí-lo.

Poster de "Brightburn - Filho das Trevas"

SINOPSE

Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.

O filme até que tenta ser levado a sério, mas difícil de engolir a história. Primeiro que o roteiro é raso.
O casal tá lá tentando engravidar, aí desistem porque o espaço mandou um bebê pra eles. Oi?
Em nenhum momento fica claro que eles tinham algo que impedisse a gestação.

Elizabeth Banks em cena de "Brightburn" (Divulgação)

Elizabeth Banks é um rosto conhecido de outros filmes, mas entrega junto com o marido, interpretado por David Denman, atuações que dão pena, de tão ruim.

O garoto Brandon, papel de Jackson A. Dunn, com seus superpoderes também foi bem mal aproveitado nas quase duas horas de filme.
Parece que faltou direção e bom senso do roteiro.

A única coisa louvável no filme inteiro são os efeitos. O filme é bem slasher, e as cenas mais tensas são muito bem executadas. (Destaque pra cena do carro lá do meio pro fim). Dignas de enjoo e asco.

Ao que parece, os produtores pensam numa continuação, o que não seria surpreendente, diante de uma Santa de filmes ruins sendo lançados ultimamente.
E esse é só mais um deles. Aviso: não crie expectativa, ok?


SAI DE BAIXO - O FILME (IDEM, 2018)
Título no Brasil: Sai de Baixo - O Filme
Título Original: Sai de Baixo: O Filme
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Comédia
País de Origem: Brasil
Duração: 83 minutos
Direção: Cris D'Amato
Estreia no Brasil: 21/02/2019
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Idade Indicativa: 12 anos


"Sai de Baixo" foi um dos melhores programas da TV Brasileira dos anos 90.
A família do Arouche, com suas tiradas sarcásticas e texto politicamente correto fez a nossa alegria nas noites de domingo.
Tamanho o sucesso fez a Globo resgatá-lo para as tarde de sábado, e vem dando ótimos índices de audiência.

E confesso que quando começaram a circular rumores de que o programa ganharia uma versão para as telonas, fiquei empolgado.
Mas o humor de Caco, Magda ficou datado, funcionando mesmo só nas reprises do humorístico gravado no Teatro.

A versão do "Sai de Baixo" para o cinema talvez tenha deixado até os fãs desapontados.

SINOPSE

Baseado no clássico seriado da televisão brasileira que conquistou o público no horário nobre das noites de domingo na TV Globo, com os improvisos que ocorrem como em uma encenação de uma peça. A estrutura do longa-metragem mantém os integrantes de uma família de classe média paulista, sua empregada doméstica e o porteiro do prédio. É a volta de personagens icônicos como Caco Antibes, Magda e Ribamar, que conta ainda com novos personagens. Vavá terá se envolvido em uma falcatrua e estará preso. Sua participação nas telonas ainda é um mistério. No Sai de Baixo, tudo pode acontecer!


Divulgação


A nossa primeira frustração começa no elenco.
Os veteranos praticamente fazem pequenas participações.
Claudia Gimenez não topou participar do filme. Marcia Cabrita se foi. Claudia Rodrigues, provavelmente devido a esclerose múltipla, nem foi cotada, ao que se sabe.
Daí resolveram escalar a Cacau Protásio pra preencher essa lacuna, em um papel bem sem graça.
Katiuscia Canoro, apesar do papel com menos destaque que a Cacau, se saiu muito melhor.

E os irmãos gêmeos do Lucio Mauro Filho? Desnecessário.

Tom Cavalcante conseguiu resgatar a alma do Ribamar, mas pecou na Dona Jaula, tia do porteiro.
Muito melhor se tivessem ressuscitado a Dona Caca, mão do Caco Antibes.

Divulgação

Essa homenagem ao programa da Globo não vingou. Totalmente sem graça.
Aliás, são poucas versões para o cinema que conseguiram se tão bons (ou pelo menos chegaram perto) que os programas originais, como "As Mulheres são de Marte", "Minha Mãe é uma Peça" e "Meu Passado me Condena" por exemplo. "Sai de Baixo" e "Vai que Cola" não tiveram o mesmo êxito (apesar de ter tido uma boa bilheteria).

Se quer continuar tendo ótimas lembranças do programa, continue nas reprises da Globo e do Canal Viva. Vale muito mais a pena.


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