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FILME: DIVINO AMOR (DIVINO AMOR, 2019)
















O ano em que "Divino Amor" se passa é 2027.
Estamos praticamente em 2020, então não seria um futuro não tão distante.

O Carnaval deixou de ser a festa mais popular do Brasil.
Agora, a festa do Amor Supremo, uma espécie de Rave Gospel é celebrada por aqueles que aguardam a volta do Messias.

Joana, personagem brilhantemente defendida pela Dira Paes, é escrivã em um cartório, e que no dia a dia tenta, em nome da fé, resgatar o maior número de casais a beira do divórcio.

Cena do Filme (Divulgação)

Pra isso, ela os convida para visitar o "Divino Amor", grupo que defende a ideia de que "quem ama não trai, quem ama divide".
E baseada nessa premissa, Joana e o marido Danilo (Julio Machado), usam além das orações, a troca de casais como uma forma de "se voltar a Deus", e resgatar o matrimônio daqueles que o frequentam.

O casal protagonista também anseia pela tão aguardada gravidez de Joana, um dos pontos altos do longa.

Nas entradas de locais públicos, é feito um escaneamento do frequentadores, sendo possível identificar se a pessoa é casada, solteira, ou se a mulher é gestante, etc.
A igreja agora funciona em um esquema de Drive Thru: o carro estaciona, e há um pastor para realizar o atendimento religioso.

Quem não segue o evangelho em "Divino Amor", é chamado de "desgarrado".

Dira Paes em cena de "Divino Amor" (Divulgação)

O que chama a atenção em "Divino Amor", é a proximidade da realidade retratada no filme com nosso momento político atual.
Apesar do Estado ainda ser considerado laico, a religião é de extrema importância, influenciando o comportamento das pessoas.

O filme consegue prender a nossa atenção justamente pela questão de que, apesar de se passar anos à frente, não é impossível imaginar um Brasil como aquele.
Dira Paes nunca deixou nenhum rastro de dúvida de que é uma excelente atriz, principalmente nas telonas - vide "O Baixio das Bestas" de 2007 - , mas neste filme sua entrega é total.

"Divino Amor" é um dos melhores filmes nacionais deste ano.


Título no Brasil:Divino Amor
Título Original: Divino Amor / Divine Love
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Drama
País de Origem: Brasil / Uruguai / Dinamarca / Noruega / Chile
Duração: 101 minutos
Direção: Gabriel Mascaro
Estreia no Brasil: 27/06/2019
Estúdio/Distrib.: Vitrine Filmes
Idade Indicativa: 18 anos



MAPPLETHORPE (MAPPLETHORPE, 2018)
Título no Brasil: Mapplethorpe
Título Original: Mapplethorpe
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama/Biografia
País de Origem: EUA
Duração: 102 minutos
Direção: Ondi Timoner
Estúdio/Distrib.: Samuel Goldwyn Pictures
Idade Indicativa: 18 anos

Não sou um conhecedor da obra do Robert Mapplethorpe, a até uns anos atrás esse conhecimento se resumia a capa do álbum do Scissor Sisters, "Night Work", lançado em 2010.
Para a arte da capa, a banda utilizou uma fotografia do artista, que gerou polêmica que até foi censurada pelo Facebook.
Fato é que a maior parte da obra fotográfica de Mapplethorpe é explícita, e sempre causa polêmicas.
No caso do filme biográfico, lançado em 2018, o período em que o jovem Robert começa a despontar como um fotógrafo é o foco.
Nada comparado a outras produções - como a recente "Rocketman" por exemplo, que tem a intenção de mergulhar o telespectador na infância até o ápice da carreira de Elton John - "Mapplethorpe" foca nos momentos marcantes da vida do artista, morto em 1989.

Matt Smith e Marianne Rendón: Robert e Patti Smith na ficção

Desde a relação com a cantora e poetisa Patti Smtih, até se relacionar com homens e fazer deles os seus modelos para as fotografias.

Não sei se foi uma intenção proposital do diretor e roteirista Ondi Timoner: fazer um filme que retrata somente a ascensão e a fase áurea de Mapplethorpe, mas a impressão que fica é de um filme com pressa pra terminar.
Pra quem não o conhece, vale a pena por aguçar a curiosidade sobre sua obra, cheias de nudez explícita.

Mas o filme poderia focar mais na sua ida a Nova York, ou algo que não nos deixasse essa impressão de correria.
Mesmo com os tropeços, não deixa de ser um bom filme.


O ANO DE 1985 (1985, 2018)
Título no Brasil: O Ano de 1985
Título Origina: 1985
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama
País de Origem: EUA
Duração: 85 minutos
Direção: Yen Tan
Estreia no Brasil: 25/04/2019
Estúdio/Distrib.: Supo Mungam Films
Idade Indicativa: 14 anos
★ BOM

Morando em Nova York e longe de casa há três anos, o jovem Adrian retorna para passar o Natal com sua família, durante a primeira onda de crise da Aids. Sobrecarregado com uma tragédia recente, o jovem procura se reconectar com sua amiga de infância, seu irmão mais novo e seus pais religiosos, enquanto luta para contar seus segredos.



O filme é todo rodado em preto e branco, o que deu mais veracidade à época em que se passa a história.
Bastante tocante, mas com enredo meio lento.
Esse vale a pena assistir.

LAZY EYE (LAZY EYE, 2016)
Título Original: Lazy Eye
Ano Lançamento: 2016
Gênero: Drama / Romance
País de Origem: EUA
Duração: 87 minutos
Direção: Tim Kirkman
Estúdio/Distrib.: T42 Entertainment
Idade Indicativa: 16 anos

★RUIM


Quando Dean, um designer gráfico de Los Angeles, percebe uma súbita mudança em sua visão de mundo, um ex-amor de 15 anos antes o contata inesperadamente na esperança de reavivar o relacionamento. Quando os dois se encontram numa casa de férias no deserto perto de Joshua Tree, segredos são revelados e as paixões reavivadas começam a desorganizar as vidas de ambos. Quarenta e oito horas mais tarde, nenhum deles será o mesmo.

Cena de "Lazy Eeye" (Reprodução)


Gente, que filme chato!

Já assisti muitos filmes com temática LGBTQ muito melhor que esse.
Filme parado, massante, nada acontece. Ruim, Não gostei.


ROCKETMAN (ROCKETMAN, 2019)

"Rocketman", cinebiografia de Sir Elton John pode até ter pego carona no sucesso de "Bohemian Rhapsody", longa sobre a trajetória de Freddie Mercury e Queen, souberam fazer algo anos luz melhor.
E pra quem não é fã ou não conhecia a história de um dos maiores artistas da música, ele torna-se essencial.

Atenção: pode conter spoiler

Quando uma das primeiras cenas traz Elton John (brilhantemente interpretado por Taron Egerton) chegando a uma reunião de alcoólicos anônimos, nem nos damos conta dos perrengues que o cantor e compositor passou antes de se tornar um astro.

Da infância do tímido Reggie Dwight, que tinha que lidar com esse bloqueio, além do relacionamento conturbado entre os pais, passando pela adolescência até chegar a fase adulta do cantor de roupas extravagantes, o filme dirigido por Dexter Fletcher (sim, o mesmo de Bohemian Rhapsody) e com produção do próprio Elton John, "Rocketman" é coeso.

Ponto positivo para a mistura de cenas dramáticas com musical (e olha que eu detesto filmes musicais), onde foram introduzidos hits do cantor como parte do roteiro. Funcionou muito bem.

Taron Egerton incorporou Elton, com interpretação muito melhor que a de Rami Malek como Freddie. E portanto, esperamos que ele também seja indicado a melhor ator no Oscar do ano que vem.
Sobre o figurino, que no caso de Elton John é um espetáculo à parte, as semelhanças impressionam.
Ele só peca em alguns pontos: Elton John já foi casado com uma mulher em 1984, porém isso não é muito aprofundado no filme.
Ele também foi amigo de Lady Di, e compôs uma música para seu funeral, mas o filme nem chega a retratar essa fase.

No geral, "Rocketman" nos entrega uma cinebiografia interessantíssima, talvez uma das melhores em anos.
E reitero: é muito melhor que Bohemian Rhapsody.



OBSESSÃO (GRETA, 2019)

A solidão às vezes pode ser perigosa.
Pelo menos é o que o filme "Obsessão" (Greta) nos passa. 

O thriller de suspense é uma das melhores estreias deste ano.
Com  Chloë Grace Moretz e a maravilhosa Isabelle Huppert como as personagens principais, o longa consegue nos prender do começo ao fim. 

Quando Frances (Moretz) encontra uma bolsa esquecida no metrô de Manhattan, e resolve devolver à sua dona, Greta Hideg (Huppert), uma amizade improvável se inicia. 
O que a jovem não imaginava era que estava se envolvendo em uma trama da qual seria difícil se livrar, e de que a viúva solitária guarda muitos segredos.

Isabelle Huppert e  Chloë Grace Moretz em cena de "Obsessão" (Reprodução)

"Obsessão" consegue com maestria prender o espectador, e mesmo usando alguns clichês de filmes sobre psicopatas, não é previsível.

Cena de "Obsessão"(Reprodução)

Isabelle Huppert como sempre é um espetáculo à parte, (já assistiu Elle? Se não viu, corre).
A trilha sonora instrumental também é ótima e auxilia na criação do clima em cenas mais tensas. 

Desde "Louca Obsessão" (Misery), filme de 1990 e que rendeu à Kathy Bates o Oscar de Melhor Filme daquele ano, não se via um suspense à altura. "Obsessão" consegue ser equivalente.
O longa só peca pelo título em português né? 
Fora isso, excelente. 



A FRENTE FRIA QUE A CHUVA TRAZ (IDEM, 2016)

Sinopse

Um grupo de jovens ricos alugam uma laje na favela carioca do Vidigal para promover festas de arromba. Na porta, um segurança é responsável por impedir a entrada de moradores do morro e pessoas não convidadas. Uma frente fria impede que o grupo de jovens abastados continuem a oferecer suas festas, tornando alguns conflitos e diferenças mais aparentes.




Olha, era grande a minha expectativa quanto a esse filme. 
Afinal, Neville D'Almeida, o grande cineasta de filmes clássicos como 'A Dama do Lotação' e 'Os Sete Gatinhos',  é quem assina roteiro e direção.
Só que algo deu ruim ali.
Um história vazia, que só retrata um bando de mimados da classe media, fazendo festa no meio da comunidade no Rio de Janeiro.
Pronto já contei o filme inteiro, até porque nada acontece além disso.
O único ponto positivo é a atuação da Bruna Linzmeyer, com a sua complexa 'Amsterdam'.

VOX LUX - O PREÇO DA FAMA (VOX LUX, 2019)


Em 1999, a adolescente Celeste (Raffey Cassidy) sobrevive a uma violenta tragédia. Depois de cantar em uma cerimônia de cremação, Celeste se transforma em uma pop star iniciante com a ajuda de sua irmã compositora (Stacy Martin) e um gerente de talentos (Jude Law). A ascensão meteórica de Celeste à fama e a simultânea perda de inocência se encaixa com um ataque terrorista que desestabiliza a nação, elevando a jovem a uma potência e um novo tipo de celebridade: ícone americano, divindade secular, superstar global. Em 2017, a adulta Celeste (Natalie Portman) está se recuperando depois de um incidente escandaloso que descarrilou sua carreira. Em tour com seu sexto álbum, que traz uma coletânea de hinos sci-fi intitulado "Vox Lux ", o pop indomável de boca suja deve superar as lutas pessoais e familiares de Celeste e navegar pela maternidade, loucura e fama inabalável na Era do Terror.


Com produção executiva assinada pela protagonista, Natalie Portman, Jude Law e a cantora SIA, "Vox Lux" não poderia ser ruim. 
Achei interessante os créditos logo no início (perturbador) do filme, o que nos faz lembrar aqueles clássicos dos anos 30 e 40.
Caso não curta musicais, não desista deste, pois as cenas musicadas são poucas.
O foco aqui é Celeste, personagem brilhantemente interpretado pela dobradinha Raffey Cassidy quando jovem e Portman na fase adulta. 

Natalie, por sinal, está em um dos seus melhores papéis, e até convence como mãe de adolescente.

Jude Law também está como o empresário da garota que após sobreviver e uma grande tragédia, tem a sua ajuda para se tornar uma Pop Star (mesmo sem não ter muito talento).
Stacy Martin, que interpreta Eleanor, a irmã de Celeste, e a que detém o talento para a música, entrega uma ótima apresentação, apesar de achar que foi mal aproveitada durante a história. Poderia ter tido um destaque maior.
A fotografia, apesar de soturna, é ótima. 
E a trilha sonora assinada pela SIA é excelente.Além dos temas instrumentais que dão um ótimo tom às cenas, as faixas que compõe o repertório de Celeste foram escritas pela cantora, e é quase impossível não imaginá-las sendo interpretadas por ela. O DNA musical da SIA está em todas as faixas.
Um mistura de Birdman, com Cisne Negro e Nasce uma Estrela. 
Ótimo filme. 

DUAS RAINHAS (MARY QUEEN OF THE SCOTS)

SINOPSE

Duas Rainhas explora a vida turbulenta da carismática Mary Stuart (Ronan). Rainha da França aos 16 anos e viúva aos 18 anos, Mary desafia a pressão para se casar novamente. Em vez disso, ela retorna para a Escócia, sua terra natal, para recuperar seu trono legítimo. Mas a Escócia e a Inglaterra estão sob o domínio da poderosa Elizabeth I (Robbie). Cada jovem rainha enxerga sua “irmã” com medo e fascinação. Rivais no poder e no amor, e mulheres importantes em um mundo masculino, as duas devem decidir como jogar o jogo do casamento contra a independência. Determinada a governar muito mais do que ser uma figurante, Mary afirma sua reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Elizabeth. Traição, rebelião e conspirações dentro de cada reinado colocam em perigo os dois tronos - e mudam o curso da história.



O principal erro desse filme é a tradução para a exibição no Brasil: "Duas Rainhas".
Apesar do filme de fato possuir duas rainhas, quem protagoniza a história é a Rainha Maria da Escócia. 
O longa concorreu na categoria de Melhor Figurino no Oscar deste ano, mas passou meio batido, muito provavelmente pelo frisson que "A Favorita" (outro filme com a mesma temática) causou.

É o primeiro filme de Josie Rourke, que conseguiu nos trazer um trabalho impecável.
A fotografia é ótima, o figurino, da figurinista Alexandra Byrne, que também assinou o figurino de "Elizabeth (1998) e "Elizabeth - Era de Ouro (2007).

As interpretações de Saoirse Ronan (Lady Bird) e Margot Robbie (Eu, Tonya) estão excelentes, com destaque para Margot, que, apesar de não ser a protagonista, rouba as cenas algumas vezes. 
É nela que o trio Marc Pilcher, Jessica Brooks e Jenny Shircore- indicados ao Oscar de Melhor Maquiagem -  trabalharam bastante. 

A parte interessante de "Duas Rainhas" é que os homens atuam como coadjuvantes, e sempre agindo juntos para destronar a Rainha. 
David Tennant (House of Cards) e Guy Pearce (Amnésia) também estão no elenco.
Ótimo filme, vale a pena assistir. 


PANTERA NEGRA (BLACK PANTHER, 2018)

Melhor Filme: Black Panther – Kevin Feige
Melhor Trilha Sonora Original:Black Panther – Ludwig Göransson
Melhor Canção Original: "All The Stars (Kendrick Lamar, SZA)
Melhor Mixagem de Som: Black Panther – Steve Boeddeker, Brandon Proctor e Peter Devlin
Melhor Edição de Som: Black Panther – Ben Burtt e Steve Boeddeker
Melhor Figurino: Ruth E. Carter
Melhor Direção de Arte: Black Panther – Hannah Beachler e Jay Hart
Quem me conhece sabe que não sou muito fã de filmes de super heróis, muito menos acompanho HQ's. É um universo que nunca me interessou.
Mas vez ou outra deixo a resistência de lado e dedico algumas horas da minha vida a produções do gênero.
Quando fui assistir "Pantera Negra", filme da Marvel que estreou ano passado, só conseguia pensar: QUE FILME FODA!
Ele é tão foda que já é considerado sucesso de público: na segunda semana de exibição, já arrecadou US$ 704 milhões ao redor do planeta!

Digo que o filme é foda lá no início do post por vários motivos. Vou citar três relevantes, na minha sincera opinião.

Primeiro que o filme é um tapa na cara dos racistas espalhados por aí (uma parcela bem concentrada nos Estados Unidos): o filme trouxe um elenco majoritariamente negro.
Segundo que o filme se passa em Wakanda, uma nação fictícia da África que detém de tecnologia extremamente avançada. Portanto, o filme é cheio de referências do continente, desde a trilha sonora, figurino e etc. Coisa linda de se ver.
Terceiro que teve a trilha sonora assinada pelo Kendrick Lamar cheio de participações fodásticas (apesar da trilha instrumental ter me chamado mais a atenção durante o filme).

SINOPSE


 “Pantera Negra”, da Marvel Studios, acompanha T’Challa que, após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta pra casa para a isolada e tecnologicamente avançada nação africana para a sucessão ao trono e para ocupar o seu lugar de direito como rei. Mas com o reaparecimento de um velho e poderoso inimigo, o valor de T’Challa como rei – e como Pantera Negra – é testado quando ele é levado a um conflito formidável que coloca o destino de Wakanda, e do mundo todo, em risco. Confrontado pela traição e o perigo, o jovem rei precisar reunir seus aliados e liberar todo o poder do Pantera Negra para derrotar seus inimigos e assegurar a segurança de seu povo e de seu modo de viver.




A produção é impecável e as atuações também.


Um dos pontos altos do filme, Letitia Wright, a Shuri, irmã do Rei T'Challa, rouba a cena toda vez que dá as caras.

Muita gente andou dizendo ter sentido uma certa semelhança com a história de "O Rei Leão" (1994), toda aquela questão de brigas pelo trono e ancestrais e etc, mas vamos deixar essas comparações de lado (ou pro live-action da animação que a Disney vai produzir.)

O filme vale a pena ir ver no cinema (em 3D de preferência), pra ver em casa, muitas vezes se possível. Seja pela história que prende, seja pela fotografia que é de encher os olhos, seja pelo que o filme representa, "Pantera Negra" é essencial.




WAKANDA FOREVER!

A FAVORITA (THE FAVOURITE, 2018)

Na 42° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no ano passado, "A Favorita" foi exibido em apenas duas sessões, o suficiente para gerar burburinho e tornar-se um dos queridinhos do público.

Do diretor grego Yorgos Lanthimos, o longa disputa - e lidera em número de indicações em algumas delas - nas principais categorias das premiações de cinema que acontecem ainda este ano, mas já levou Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz em Comédia ou Musical para Olivia Colman, pelo papel da rainha Ana. Merecidíssimo.
E não é pra menos. "A Favorita" é de fato um excelente filme.

Olivia Colman como a Rainha Ana (Foto: Divulgação)

SINOPSE:

Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única.

Emma Stone e Olivia Colman em cena de "A Favorita"(Foto: Divulgação)

Seria muito clichê começar destacando a fotografia como ponto alto do filme, afinal, filmes épicos ou históricos usam e abusam dese recurso para encher os olhos do espectador, e aqui não é diferente. 
Mas as cenas em grande angulares é o grande ponto das cenas. 
O desempenho da trinca de atrizes, Emma Roberts, Rachel Weiz e Olivia Colman é espetacular.

O embate entre Weiz e Stone pela preferência da Rainha é de fato o ponto alto, sem deixar rastro sobre qual delas sairá vencedora. E achei o desfecho da história inesperado, pra ser bem sincero.

Rachel Weiz em "A Favorita" (Foto: Divulgação)

"A Favorita" é, sem sombra de dúvida, um dos melhores filmes dessa safra pré Oscar e que, muito provavelmente, levará alguma estatueta.

Título no Brasil:A Favorita
Título Original:The Favourite
Ano Lançamento:2018
Gênero:Drama / Épico
País de Origem:Irlanda / Reino Unido / EUA
Duração:119 minutos
Direção:Yorgos Lanthimos
Estreia no Brasil:24/01/2019
Estúdio/Distrib.:Fox Filmes
✪✪✪✪✪ EXCELENTE


"SHARP OBJETCS", NOVA SÉRIE DA HBO, APOSTA EM SERIAL KILLER E PROTAGONISTA QUE PRATICA AUTOMUTILAÇÃO
Amy Adams (ao centro) com a mãe (Patricia Clarkson) e a irmã caçula (Eliza Scanlen) (Divulgação/HBO)

Estrelada por Amy Adams , Sharp Objetcs já teve seu terceiro episódio exibido pela HBO no último domingo.
A série é baseada no livro Sharp Objetcs (ou Objetos Cortantes, no Brasil), best seller escrito por Gillian Flynn.

Assisti dois deles e minha reação até agora foi essa:

Que que tácontessenu?

O fato é que a série, dirigida por Jean Marc Vallée, que também dirigiu a maravilhosa Big Little Lies, também da HBO, é cheia de mistérios não apresentados logo de cara.



Camille Preaker (Amy Adams), uma repórter de St. Louis retorna à sua terra natal, a pedido do chefe, para cobrir o assassinato de adolescentes, supostamente por um serial killer.

Só que para isso, Camille vai precisar enfrentar fantasmas do passado: o reencontro com a mãe autoritária (Patricia Clarkson), a irmã mais nova dissimulada (Eliza Scanlen), e os motivos pelos quais fizeram com que mudasse de cidade, mergulhasse no álcool e na mutilação do próprio corpo, aumentando ainda mais o suspense em torno do enredo da série.

Sendo bem sincero, não sei o que dá mais raiva: roteiro previsível ou roteiro quebra cabeça que, como acontece em "Sharp Objetcs", você precisa ir juntando peças, como um quebra cabeça, pra tentar entender a história. Sou ansioso, gente!
Mas de qualquer forma, a série está cumprindo seu papel que é prender a atenção, nos fazendo querer saber o desenrolar da histórias nos episódios seguintes.

A HBO anunciou que Sharp Objects terá apenas uma temporada, com total de oito episódios.
Está sendo exibida às 22 horas, na HBO.

Título no Brasil:Sharp Objects
Título Original:Sharp Objects
Ano Lançamento:2018
Gênero:Suspense/Drama
País de Origem:EUA
Duração: em torno de 50 minutos/episódio
Direção:Jean Marc Vallée
Estreia no Brasil:08/07/2018
Estúdio/Distrib.: HBO
Idade Indicativa:16 anos
✪✪✪ BOM







TODAS AS RAZÕES PARA ESQUECER (2018)


Quando terminamos um relacionamento, a fossa muitas vezes é inevitável.
Mesmo que queiramos mostrar ao mundo (e principalmente ao agora ex) que somos fortes e seguimos a vida normalmente, por dentro estamos um caco, naquele terrível processo de "readaptação" à vida sem a presença da outra pessoa.

Só quem já sofreu sabe que esse período de dor e desprendimento é o momento ideal para curtirmos aquelas baladas melosas, ou assistir filmes que tratam de amor, e ficar se perguntando o porquê do fim. Quem nunca?

"Todas as razões para Esquecer", primeiro longa do diretor Pedro Coutinho, que assina o roteiro e direção, é o verdadeiro passo a passo da fossa pós fim de relacionamento, mas mostrando como essa fase é importante para um recomeço. E como mecanismos como álcool, drogas, redes sociais e afins são utilizados na sociedade contemporânea, com o objetivo de ajudar nesse processo.

Cheguei a acompanhar a divulgação do filme, mas não cheguei a assisti-lo nos cinemas. Uma pena.
Só que, menos de um mês do lançamento nas telonas, "Todas as razões" já estava disponível no catálogo do Netflix. Uma vantagem pra quem não quer pagar uma fortuna com ingresso+pipoca+bebida+balinha+chocolate, etc. Afinal, sai mais barato pagar pela mensalidade do serviço de streaming do que ir ao cinema hoje em dia. Um absurdo.

Reprodução: Divulgação


Voltando ao filme, Antônio, personagem do Johnny Massaro (por quem nutro um crush), não aceita o término do seu relacionamento com Sofia, namorada de longa data.
Para ele, seria tarefa fácil esquecê-la (todo mundo nessa situação tem a mesma "certeza"). O que ele não imaginava era que o fantasma da ex povoaria cada vez mais seus dias, fazendo com que Antônio recorra a todos os métodos possíveis - e disponíveis - com o intuito de superar o término e tocar a vida: Da psicanálise cognitiva, Tinder, tarja-preta, etc.

Reprodução: Divulgação


Não soube classificar o filme. Acho que a tragicomédia seria uma boa classificação.
O filme mescla situações de drama e humor (na medida, tá?), no melhor estilo "estou rindo, mas é de nervoso".
Quem está passando ou já passou por esse período de fossa vai se identificar com os dilemas de Antônio.

O filme é uma delícia de assistir e recomendável em todas as rodas de conversa sobre cinema nacional.


Título no Brasil:Todas As Razões Para Esquecer
Título Original:Todas As Razões Para Esquecer
Ano Lançamento:2018
Gênero:Comédia / Drama
País de Origem:Brasil
Duração:91 minutos
Direção:Pedro Coutinho
Estreia no Brasil:01/03/2018
Estúdio/Distrib.:Pagu Pictures
Idade Indicativa:16 anos


✪✪✪✪✪ EXCELENTE





ME CHAME PELO SEU NOME (CALL ME BY YOUR NAME, 2018)

"Me chame pelo seu Nome" (Call me By Your Name) é a adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome, escrito por André Aciman e lançado em 2007, e nos leva ao verão de 1983, na Itália.

Elio (Timothée Calamet) é um jovem de 17 anos, sensível e introvertido, que passa as férias com a família, e se vê num turbilhão de emoções com a chegada de Oliver (Armie Hammer), ajudante do seu pai nas pesquisas de cultura grego-romana.

Aos poucos, os dois se aproximam, dando início a uma intensa, porém delicada, relação.

Apesar da premissa homoafetiva contida no longa, o diretor italiano Luca Guadagnino tratou logo de dizer que não se trata de um filme Gay.

 “Não é um filme gay. Nunca o encarei dessa forma, porque, se assim o fizesse, estaria condenando meu filme ao gueto. Para mim, é uma delicada história de desejo e sobre o rito de passagem.” 

Considerável esse esforço de Guadagnino a não rotular o filme como um filme gay, mas, convenhamos, é um filme gay! rsrsrsrs.


A fotografia é de encher os olhos, um dos pontos altos do filme.
Sobre o enredo... o filme é beeeeeeeeem arrastado, pra ser bem sincero, com muitas cenas que nada acrescenta ao desenrolar da história. Nos minutos finais

Mas, no geral, é um grande concorrente ao Oscar deste ano (apesar de ter quase certeza que não leva a estatueta, pelo menos nesta categoria. Um beijo, "Moonlight").

"Me Chame pelo seu Nome" é um ótimo filme, graças a sua sutileza, pela fotografia incrível, mas peca pelo texto raso e por ser um tanto monótono.



Título no Brasil:Me Chame Pelo Seu Nome
Título Original:Call Me by Your Name
Ano Lançamento:2017
Gênero:Drama / Romance
País de Origem:Itália / França / Brasil / EUA
Duração:132 minutos
Direção:Luca Guadagnino
Estreia no Brasil:18/01/2018
Estúdio/Distrib.:Sony Pictures
Idade Indicativa:14 anos

✪✪✪✪✪ EXCELENTE




BEACH RATS (BEACH RATS, 2017)



Em busca de um filme com temática LGBT lançado recentemente, me deparei com "Beach Rats" na internet.
O filme foi lançado em Agosto deste ano, com roteiro e direção de Eliza Hittman, que ganhou o Prêmio de Direção do Sundance Film Festival em 2017, como melhor produtora.

Como prazo o lema "nem todo filme premiado é bom", afinal, nem sempre temos o olhar crítico dos especialistas - que as vezes pra mim é mau gosto mesmo - resolvi apostar nele e ver qual era.

O filme nos traz a história de Fankie, um  jovem do Brooklyn que tem que lidar com os problemas domésticos, a nova namorada e os caras que contra em chats da internet para encontros casuais.

O filme tem uma ótima fotografia e de fato, bem dirigido.

Só que não chega a ser um filme excelente, afinal achei o roteiro bem raso. Caso este tivesse se aprofundado mais, não só na história do protagonista quanto na dos demais personagens, o filme poderia superar as expectativas.
Outro ponto fraco do filme é o desperdício de clímax: em várias cenas, ficamos aguardando alguma reviravolta, alguma cena de impacto e...nada. Talvez tenha sido desenvolvido exatamente nesse contexto.

O grande destaque fica por conta da atriz Madeline Weistein como Simone, a namorada do protagonista, ótima em seu papel.

É o tipo de filme com temática gay esquecível. Existem outros que nem chegaram a ganhar nenhum prêmio e que são incríveis (vide O argentino "Hawaii", de 2013, e o britânico "Weekend", de 2011).

Em resumo: Se for assistir "Beach Rats", espere por um filme morno.


Título no Brasil: Beach Rats
Título Original: Beach Rats 
Ano Lançamento: 2017
Gênero: Drama
País de Origem: EUA
Duração: 95 minutos
Direção: Eliza Hittman

✪✪ REGULAR


BEIRA-MAR (BEIRA-MAR, 2015)

Em um final de semana de inverno, Martin e Tomaz se hospedam em frente ao mar. Eles são amigos, mas nessa viagem talvez descubram que podem ser algo mais.

Título no Brasil:Beira-Mar
Título Original:Beira-Mar
Ano Lançamento:2015
Gênero:Drama
País de Origem:Brasil
Duração:83 minutos
Direção:Filipe Matzembacher / Marcio Reolon
Estreia no Brasil:05/11/2015
Estúdio/Distrib.:Vitrine Filmes
Idade Indicativa:14 anos

Prêmios e Festivais

30º Festival de Cine en Guadalajara – Premio Maguey Special Mention
17º Festival de Cinema do Rio – Melhor Filme Novos Rumos e Prêmio Especial do Júri do Prêmio Félix
9º For Rainbow – Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Fotografia
65th Berlinale – Internationale Filmfestspiele Berlin – Forum
27th CinéLatino – Rencontres de Toulouse – Official Competition
18th Festival de Málaga – Cine Español
30th TGLFF – Torino Gay & Lesbian Film Festival
18th Pink Apple Film Festival
7th In&Out Rencontres Cinématographiques – Festival du Film Gay & Lesbien – Nice & Cannes
25th InsideOut – Toronto LGBT Film Festival
20th Schwule Filmtage Bielefeld
39th Frameline – San Francisco International LGBT Film Festival – World Cinema
QFlix Philadelphia
OutFest Los Angeles – LGBT Film Festival – International Dramatic Features
17th Taipei Film Festival – International New Talent Competition
4ª Muestra Internacional de Cine Queer de la Cineteca Nuevo León
IndieBo – Festival Internacional de Cine Indiependente de Bogotá
QueerLisboa
Cine BH
Festival Panorama Coisa de Cinema
Mostra de Cinema de São Paulo
Cine Esquema Novo Expandido


✪✪ REGULAR


Filme com temática LGBT, mas achei bem fraquinho.
O filme é bem arrastado, então precisa-se de um pouco de paciência, caso queira chegar ao final meio óbvio.
A história é bem superficial, não sendo o tipo de filme temático que você lembrará como o melhor filme gay.


AGNUS DEI (LES INNOCENTS - 2016)


A história, baseada em fatos reais, é ambientada na Polônia em 1945, quando uma jovem médica da Cruz Vermelha, Mathilde Beaulieu, é chamada para socorrer freiras polonesas. Mas, ao chegar no convento, ela descobre que várias religiosas estão grávidas após terem sido brutalmente estupradas por soldados durante a guerra.

Título no Brasil:Agnus Dei
Título Original:Les innocentes
Ano Lançamento:2016
Gênero:Drama
País de Origem:França / Polônia
Duração:115 minutos
Direção:Anne Fontaine
Estreia no Brasil:14/07/2016
Estúdio/Distrib.:Focus Filmes/Mares Filmes
Idade Indicativa:14 anos



✪✪✪✪✪ EXCELENTE

Um amigo me indicou esse filme assim que ele foi lançado nos cinemas.
Quando assisti, muito tempo depois da indicação, fiquei me perguntando: Porque demorei tanto?
O filme é incrível, com atuações idem e fotografia de encher os olhos.
Vale muitissimo a pena.
SULLY - O HERÓI DO RIO HUDSON (SULLY, 2016)


"Sully - O Herói do Rio Hudson" estreou lá fora, e aqui no Brasil teve seu lançamento adiado devido o trágico acidente aéreo envolvendo os jogadores do Chapecoense ter ocorrido dias antes. Decisão mais sábia, afinal, o filme retrata envolve aeronave, mas neste caso, um incidente.

Em 15 de Janeiro de 2009, o voo doméstico 1549 da U.S. Airways, que saiu de Nova York com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, fez um pouso forçado no Rio Hudson, após ser atingido por pássaros, seis minutos após a decolagem. Os 150 passageiros, junto com os cinco tripulantes, foram salvas graças a rapidez do Comandante, Chesley "Sully" Sullenberger, com o auxílio do co-piloto Jeffrey B.Skilles que, ao perceber que não haveria chance de retornar ao aeroporto nem utilizar a pistas do aeroportos próximos, decidiu pousar sobre o Rio Hudson.

Imagem do incidente ocorrido em 2009 (Reprodução /Internet)
No filme, que traz Tom Hanks no papel do Comandante Sully, e teve a direção de Clint Eastwood, não é retratado apenas o acidente, mas sim as investigações que ocorreram após o incidente.
Portanto, se esperava um filme mostrando os acontecimentos que antecederam o voo, até o incidente e o resgate, eu te respondo: Não, não é.

O pouso da aeronave entra na história do filme servindo de flashback para a burocrática investigação que analisou o incidente, além da possibilidade do comandante ter retornado ao aeroporto, e do Comandante, resistente na afirmação de que pousar o avião sobre o Rio Hudson foi a opção mais viável naquele momento.

"Sully" é um filme Ok , não tem nada de extraordinário. Tom Hanks, sempre impecável em seus papéis, não decepciona neste. 
O começo do filme é meio confuso. Você não consegue entender se naquelas primeiras cenas tudo já havia acontecido ou não. E muita cena desnecessária, como o comandante se exercitando pelas ruas de Manhattan, com tomadas longas. 

Mas enfim, como eu curto dar nota pros filmes que assisto, "Sully" fica com um 7, ou seja, está bom, mas poderia ter sido melhor.

Título no Brasil:Sully - O Herói do Rio Hudson
Título Original:Sully
Ano Lançamento:2016
Gênero:Drama
País de Origem:EUA
Duração:96 minutos
Direção:Clint Eastwood
Estreia no Brasil:15/12/2016
Estúdio/Distrib.:Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa:10 anos

✪✪✪ BOM

CASA GRANDE ( CASA GRANDE - 2015)

Jean é um adolescente rico que luta para escapar da superproteção dos pais, secretamente falidos. Enquanto a casa cai, os empregados têm que enfrentar suas inevitáveis demissões, e Jean tem que confrontar as contradições da casa grande.

Título no Brasil:Casa Grande
Título Original:Casa Grande
Ano Lançamento:2014
Gênero:Drama
País de Origem:Brasil
Duração:115 minutos
Direção:Fellipe Barbosa
Estreia no Brasil:16/04/2015
Estúdio/Distrib.:Imovision
Idade Indicativa:14 anos



É aquele típico filme que retrata cotidiano, o que pra alguns é tido como "filme parado", ou "filme chato".
Eu gostei bastante do filme, com destaque pra empregada vivida pela Clarissa Pinheiro. Me diverti muito com ela em cena.

CALIFÓRNIA (CALIFÓRNIA - 2015)

O ano é 1984. Estela vive a conturbada passagem pela adolescência. O sexo, os amores, as amizades; tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos é seu maior herói, e a viagem à Califórnia para visitá-lo, seu grande sonho. Mas tudo desaba quando ele volta magro, fraco e doente. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará definitivamente sua forma de ver o mundo.?

Título no Brasil:Califórnia
Título Original:Califórnia
Ano Lançamento:2015
Gênero:Drama
País de Origem:Brasil
Duração:90 minutos
Direção:Marina Person
Estreia no Brasil:03/12/2015
Estúdio/Distrib.:Vitrine Filmes



Eu me apaixonei pelo filme!
Apesar de não ter vivido aquela década (nasci em 86), o filme retrata fielmente os anos 80 através das referências, desde o figurino até a excelente trilha sonora.
Os dilemas da época e o início da epidemia de Aids também são retratados no filme.
Drama simples, mas caprichado.
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