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REDETV!, VOCÊ ESTÁ FAZENDO ERRADO


As manhãs da RedeTV!, desde sua inauguração em 1999, nunca emplacou um programa sequer.
Na grade daquele ano, a programação da emissora iniciava às 07 da manhã com o BrasilTV!, a sua versão do "Bom dia Brasil" da Globo, com 30 minutos de duração.
Em seguida, O "Galera da TV!", infantil com a Andréa Sorvetão, ia ao ar às 07:30 e o "A Casa é Sua", logo depois, às 09:30, e durava até o início da tarde.

Não durou muito.
O Galera da TV! foi transferido para a faixa das 18 horas, o programa de variedades apresentado por Valéria Monteiro mudou para as tardes, tornando-se o que hoje é o "A Tarde é Sua", e o "BrasilTV" foi extinto no ano seguinte.

Desde então, muitos foram os produtos testados na faixa: inúmeros programas femininos, de variedades e até o "Você na TV" do João Kleber foram exibidos, mas nenhum conseguiu alavancar os números no ibope.

Em fevereiro deste ano, a RedeTV! ousou em apostar no programa do Padre Alessandro Campos, que recebia convidados para cantar junto com o religioso e jogar conversa fora, fugindo totalmente do que já era proposto nos outros canais. Dois meses depois, cancelaram a atração (o que chamo de Obra divina, porque o programa era muito ruim).

Eis que em Abril, Olga Bongiovanni, que já havia comandando atrações nas manhãs da emissora, foi recontratada, e já com o desafio de tentar recuperar os índices.
O programa, com pautas diversas, é espremido pelas pegadinhas fake do "Te Peguei" e pelo "Edu Guedes e Você", programa de receitas que nenhuma outra emissora aposta mais, e que, provavelmente por isso, tem sua parcela da audiência cativa, alcançando até 1 ponto no ibope.

Agora, tendo em vista o lançamento do "Aqui na Band", programa de variedades da Band com apresentação de Silvia Poppovic e Luis Ernesto Lacombe, a emissora de Osasco teve a "brilhante ideia" de mexer, mais uma vez, na sua grade.

O "Você na TV", terá seu horário invertido com o da recém contratada Olga.
A partir de segunda (27/05), o programa de João Kleber passa a ser exibido às 09:30 da manhã.
Em seguida, vem o "Edu Guedes e Você", entregando para o "Olga" ao meio dia.

Segundo o portal "Na Telinha", espera-se que este funcione melhor como programa vespertino.
Agora eis a questão: A RedeTV! acredita que um programa, criado para ser uma revista eletrônica funcione mesmo com uma hora de duração apenas?

Olga Bongiovanni (Divulgação/ RedeTV!)

Porque o Olga não é um programa ruim, mas carece de maior investimento.
Nas últimas semanas, suas pautas não passaram de alimentação saudável e planta.
Isso pode sim ser abordado, mas com menos destaque.

O talento de Olga Bongiovani como jornalista segue desperdiçado. Ela é ótima promovendo debates, e mediando discussões sobre os mais variados temas, como vimos no programa de estreia.
E é praticamente inexplicável um programa de pegadinhas iniciar a programação e dar audiência.

Seria interessante se a RedeTV! resgatasse o "Se Liga Brasil", programa lançado em 2012 com apresentação de Regina Volpato e Douglas Camargo, e colocar Olga no comando da atração.
Assim, um programa que mistura informação e entretenimento no início da tarde faria uma grande diferença, uma vez que nenhuma emissora tem um programa parecido na faixa do meio-dia.

João Kleber no cenário do "Você na TV": programa que funcionaria melhor nas tardes (Reprodução: RedeTV!)
João Kleber também está em um horário ingrato. O "Você na TV" poderia funcionar melhor nas tardes da emissora, talvez após o programa da Sonia Abrão.

A RedeTV! apesar de ter bons produtos, sofre de ansiedade, querendo que seus programas cativem o público de primeira. E todo mundo sabe que isso demanda tempo.
Em tempo: a RedeTV! precisa contratar alguém que de fato faça mudanças significativas em sua programação.
Desde que Ricardo de Barros assumiu a superintendência artística da emissora, nada foi feito, além da estreia do fraco "Tricotando", e da estreia do Padre. Antes de Barros, era Francisco de Almeida, conhecido como Chiquinho que comandava a área. Também não era bom, afinal, a programação é uma verdadeira bagunça.
O único acerto, até agora, foi a promoção do Franz Vacek como superintendente de Jornalismo. Mas isso fica pra outro post.

PORQUE EU TORÇO O NARIZ AOS REMAKES


Essa semana estava dando uma olhada na internet, e me deparei com o pôster promocional do Pennywise, o palhaço do clássico filme de terror do início dos anos 90 "It - Uma Obra Prima do Medo", em sua versão para o remake que está previsto para ser lançado em 2017.
Como o título já diz, se é Obra Prima, não se mexe.
Pra quem não o assistiu, "It - Uma Obra Prima do Medo" é um telefilme baseado na obra do Stephen King, e conta a história de Derry, uma pequena cidade americana que é aterrorizada por um ser, que ficou conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, a quem sempre aparecia como o palhaço Pennywise. Vai ver que foi daí que surgiu tantas pessoas que tem fobia deste personagem de circo (conheço várias).

Pennywise de 1990 (topo) e a nova versão (foto inferior): Mesmo separados pela tecnologia do novo, o antigo parece bem mais assustador! (Divulgação)

Com esse anúncio, a minha aversão à remakes só aumentou. Não generalizando, existem refilmagens que ficam até melhores que os originais.
Um exemplo de remake que eu curti foi "Bravura Indômita", de 2010, que é uma refilmagem. A primeira versão de mesmo nome foi lançada em 1969, com John Wayne.
"A Fantástica Fábrica de Chocolate", de 2005, com Jonnhy Depp no papel de Willy Wonka, pra mim, só valeu porque teve a direção do Tim Burton. Mas ainda assim prefiro o original.
Ou seja, filmes mais antigos, que pouca gente conhece, é uma boa saída para remakes.
Agora me diz, como deixaram, por exemplo, refilmarem o clássico "Psicose" do Hitchcock?

Janet Leigh na versão de 1960 (à esquerda) e o remake de 1998 com AnneHeche: Uma morte horrível para a segunda versão (Foto: Divulgação)


E existem também os chamados "Reboots".
Como distinguimos Remake de Reboot? Simples.
REMAKE é quando a gravação da obra se baseia na sinopse original, ou seja, é a mesma história, com outros atores.

REBOOT é quando a história original é usada como "gancho" para uma nova produção.
Pra simplificar a explicação, os "reinícios".
Exemplos famosos: X Men: First Class, Planeta dos Macacos: A Origem e Batman Begins.

Mas existem filmes, e até novelas que de tão clássicas jamais deveriam permitir uma "nova versão".
"It" é um deles. Agora você já imaginou por exemplo um remake de "Os Goonies", ou "... E O Vento Levou"? Impossível imaginar.
A mesma ideia tenho sobre novelas.
Assim como os filmes, existem exemplos de remake que deram certo.
"Mulheres de Areia", "Tititi" e "Anjo Mau" são alguns exemplos. "Gabriela", de 2012, com a Juliana Paes, teve até boa aceitação, mas ninguém vai deixar de ligar o personagem do livro de Jorge Amado a Sonia Braga. Não dá.

Ainda bem que não penso dessa forma sozinho. Em entrevista recente, o autor Aguinaldo Silva declarou que “O 'remake' NUNCA é melhor que o original. E quando o original virou um clássico, então… ". E completou:“Tieta” é aquela “Tieta” e acabou. Ufa. (Obrigado, Betty Faria e Sonia Braga, desculpa).

Existem ainda o costume de refilmagem de produções estrangeiras. Os mais conhecidos são os filmes de terror japoneses, como "O Chamado e "O Grito" (que aliás ganhou um filme que trará o embate entre as entidades dos dois filmes). Ok, os filmes funcionam, até aí tá valendo.

Aí tem aqueles filmes que consideramos clássicos, mas que nem imaginamos se tratar de refilmagem:


Essa nem eu sabia! O clássico filme das tardes nos anos 90 (e até hoje é exibido de vez em quando, com menos frequência que naquela época), "A Lagoa Azul" é uma refilmagem do filme de mesmo nome, lançado em 1949, tendo Jean Simmons e Donald Houston nos papeis principais.

"Vanilla Sky" foi lançado em 2001, e até então parecia ser uma história inédita. Não era.
Trata-se de um remake do filme espanhol "Abre los Ojos", lançado em 1997.
Penélope Cruz, curiosamente, integrou o elenco das duas produções com o mesmo papel, Sofia.


Outro que não sabia se tratar de remake é "Scarface", um dos melhores filmes do cinema e do mestre Brian de Palma, é uma refilmagem do filme homônimo, lançado em 1932.
Ou seja, já havia existido um Tony Montana antes de 1983.

Um dos filmes mais nojentos que já assisti (o enredo é tosco, mas as cenas são de embrulhar o estômago), foi lançado em 1986, também é uma refilmagem do filme de mesmo nome em 1958 (no Brasil, a primeira versão recebeu o nome de "A Mosca da Cabeça Branca").

Remake pode ser válido em alguns casos, até porque existem inúmeras obras que podem ser revisitadas.
Mas bem que poderiam criar uma cláusula em contrato, impedindo que o filme seja refilmado caso tenha grande repercussão e se torne um sucesso.





PORQUE EU TORÇO O NARIZ AOS REMAKES


Essa semana estava dando uma olhada na internet, e me deparei com o pôster promocional do Pennywise, o palhaço do clássico filme de terror do início dos anos 90 "It - Uma Obra Prima do Medo", em sua versão para o remake que está previsto para ser lançado em 2017.
Como o título já diz, se é Obra Prima, não se mexe.
Pra quem não o assistiu, "It - Uma Obra Prima do Medo" é um telefilme baseado na obra do Stephen King, e conta a história de Derry, uma pequena cidade americana que é aterrorizada por um ser, que ficou conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, a quem sempre aparecia como o palhaço Pennywise. Vai ver que foi daí que surgiu tantas pessoas que tem fobia deste personagem de circo (conheço várias).

Pennywise de 1990 (topo) e a nova versão (foto inferior): Mesmo separados pela tecnologia do novo, o antigo parece bem mais assustador! (Divulgação)

Com esse anúncio, a minha aversão à remakes só aumentou. Não generalizando, existem refilmagens que ficam até melhores que os originais.
Um exemplo de remake que eu curti foi "Bravura Indômita", de 2010, que é uma refilmagem. A primeira versão de mesmo nome foi lançada em 1969, com John Wayne.
"A Fantástica Fábrica de Chocolate", de 2005, com Jonnhy Depp no papel de Willy Wonka, pra mim, só valeu porque teve a direção do Tim Burton. Mas ainda assim prefiro o original.
Ou seja, filmes mais antigos, que pouca gente conhece, é uma boa saída para remakes.
Agora me diz, como deixaram, por exemplo, refilmarem o clássico "Psicose" do Hitchcock?

Janet Leigh na versão de 1960 (à esquerda) e o remake de 1998 com AnneHeche: Uma morte horrível para a segunda versão (Foto: Divulgação)


E existem também os chamados "Reboots".
Como distinguimos Remake de Reboot? Simples.
REMAKE é quando a gravação da obra se baseia na sinopse original, ou seja, é a mesma história, com outros atores.

REBOOT é quando a história original é usada como "gancho" para uma nova produção.
Pra simplificar a explicação, os "reinícios".
Exemplos famosos: X Men: First Class, Planeta dos Macacos: A Origem e Batman Begins.

Mas existem filmes, e até novelas que de tão clássicas jamais deveriam permitir uma "nova versão".
"It" é um deles. Agora você já imaginou por exemplo um remake de "Os Goonies", ou "... E O Vento Levou"? Impossível imaginar.
A mesma ideia tenho sobre novelas.
Assim como os filmes, existem exemplos de remake que deram certo.
"Mulheres de Areia", "Tititi" e "Anjo Mau" são alguns exemplos. "Gabriela", de 2012, com a Juliana Paes, teve até boa aceitação, mas ninguém vai deixar de ligar o personagem do livro de Jorge Amado a Sonia Braga. Não dá.

Ainda bem que não penso dessa forma sozinho. Em entrevista recente, o autor Aguinaldo Silva declarou que “O 'remake' NUNCA é melhor que o original. E quando o original virou um clássico, então… ". E completou:“Tieta” é aquela “Tieta” e acabou. Ufa. (Obrigado, Betty Faria e Sonia Braga, desculpa).

Existem ainda o costume de refilmagem de produções estrangeiras. Os mais conhecidos são os filmes de terror japoneses, como "O Chamado e "O Grito" (que aliás ganhou um filme que trará o embate entre as entidades dos dois filmes). Ok, os filmes funcionam, até aí tá valendo.

Aí tem aqueles filmes que consideramos clássicos, mas que nem imaginamos se tratar de refilmagem:


Essa nem eu sabia! O clássico filme das tardes nos anos 90 (e até hoje é exibido de vez em quando, com menos frequência que naquela época), "A Lagoa Azul" é uma refilmagem do filme de mesmo nome, lançado em 1949, tendo Jean Simmons e Donald Houston nos papeis principais.

"Vanilla Sky" foi lançado em 2001, e até então parecia ser uma história inédita. Não era.
Trata-se de um remake do filme espanhol "Abre los Ojos", lançado em 1997.
Penélope Cruz, curiosamente, integrou o elenco das duas produções com o mesmo papel, Sofia.


Outro que não sabia se tratar de remake é "Scarface", um dos melhores filmes do cinema e do mestre Brian de Palma, é uma refilmagem do filme homônimo, lançado em 1932.
Ou seja, já havia existido um Tony Montana antes de 1983.

Um dos filmes mais nojentos que já assisti (o enredo é tosco, mas as cenas são de embrulhar o estômago), foi lançado em 1986, também é uma refilmagem do filme de mesmo nome em 1958 (no Brasil, a primeira versão recebeu o nome de "A Mosca da Cabeça Branca").

Remake pode ser válido em alguns casos, até porque existem inúmeras obras que podem ser revisitadas.
Mas bem que poderiam criar uma cláusula em contrato, impedindo que o filme seja refilmado caso tenha grande repercussão e se torne um sucesso.





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