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FILME: DIVINO AMOR (DIVINO AMOR, 2019)
















O ano em que "Divino Amor" se passa é 2027.
Estamos praticamente em 2020, então não seria um futuro não tão distante.

O Carnaval deixou de ser a festa mais popular do Brasil.
Agora, a festa do Amor Supremo, uma espécie de Rave Gospel é celebrada por aqueles que aguardam a volta do Messias.

Joana, personagem brilhantemente defendida pela Dira Paes, é escrivã em um cartório, e que no dia a dia tenta, em nome da fé, resgatar o maior número de casais a beira do divórcio.

Cena do Filme (Divulgação)

Pra isso, ela os convida para visitar o "Divino Amor", grupo que defende a ideia de que "quem ama não trai, quem ama divide".
E baseada nessa premissa, Joana e o marido Danilo (Julio Machado), usam além das orações, a troca de casais como uma forma de "se voltar a Deus", e resgatar o matrimônio daqueles que o frequentam.

O casal protagonista também anseia pela tão aguardada gravidez de Joana, um dos pontos altos do longa.

Nas entradas de locais públicos, é feito um escaneamento do frequentadores, sendo possível identificar se a pessoa é casada, solteira, ou se a mulher é gestante, etc.
A igreja agora funciona em um esquema de Drive Thru: o carro estaciona, e há um pastor para realizar o atendimento religioso.

Quem não segue o evangelho em "Divino Amor", é chamado de "desgarrado".

Dira Paes em cena de "Divino Amor" (Divulgação)

O que chama a atenção em "Divino Amor", é a proximidade da realidade retratada no filme com nosso momento político atual.
Apesar do Estado ainda ser considerado laico, a religião é de extrema importância, influenciando o comportamento das pessoas.

O filme consegue prender a nossa atenção justamente pela questão de que, apesar de se passar anos à frente, não é impossível imaginar um Brasil como aquele.
Dira Paes nunca deixou nenhum rastro de dúvida de que é uma excelente atriz, principalmente nas telonas - vide "O Baixio das Bestas" de 2007 - , mas neste filme sua entrega é total.

"Divino Amor" é um dos melhores filmes nacionais deste ano.


Título no Brasil:Divino Amor
Título Original: Divino Amor / Divine Love
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Drama
País de Origem: Brasil / Uruguai / Dinamarca / Noruega / Chile
Duração: 101 minutos
Direção: Gabriel Mascaro
Estreia no Brasil: 27/06/2019
Estúdio/Distrib.: Vitrine Filmes
Idade Indicativa: 18 anos



NOVELA VELHA: "SELVA DE PEDRA", O REMAKE, GANHA SUA PRIMEIRA REPRISE APÓS 33 ANOS

Assim como "O Dono do Mundo", que teve sua primeira reprise exibida pelo canal Viva em 2014, é a primeira vez que "Selva de Pedra" retorna à TV desde sua primeira exibição, em 1986.

Remake do grande sucesso de Janete Clair (1925 - 1983) exibido também pela Globo em 1972, e que tinha Regina Duarte,  Francisco Cuoco e Dina Sfat como protagonistas, a novela era uma das mais pedidas pelos telespectadores do canal a cabo.
Tinha como inspiração o romance "Uma Tragédia Americana", publicado em 1925, que ganhou também versões cinematográficas.

SINOPSE:

Na cidadezinha de Duas Barras, a jovem artista plástica Simone Marques é testemunha da briga entre Cristiano Vilhena, filho de um pobre pregador evangélico, e o playboy Gastão Neves, morto no incidente. Sabendo que Cristiano é inocente, Simone encoberta o rapaz, por quem acaba se apaixonando. Receoso de seu destino, Cristiano parte para o Rio de Janeiro para trabalhar no estaleiro do tio rico, Aristides Vilhena. Simone vai com o amado vislumbrando um melhor futuro para sua carreira artística. Os dois se casam e vão morar na Pensão Palácio, onde conhecem o malandro Miro, um sujeito carismático, mas de caráter duvidoso.

Em contato com o universo do tio, Cristiano se vê envolvido com a charmosa Fernanda, uma das acionistas do estaleiro e noiva de seu primo Caio. Dividido entre a vida simples ao lado de Simone e o poder e dinheiro com Fernanda, Cristiano se deixa levar pelas artimanhas de Miro, que lhe propõe o fim de seu relacionamento com Simone, nem que isso custe a vida da moça. Fernanda, completamente apaixonada por Cristiano, deixa Caio para se casar com ele enquanto Miro planeja a morte de Simone, viabilizando assim o casamento de Cristiano, o que o tornaria um dos principais acionistas do estaleiro.

Ao ser perseguida por Miro, Simone sofre um acidente e é dada como morta, enquanto Cristiano, sentindo-se responsável pela morte de sua mulher, não consegue se casar com Fernanda, abandonando-a no altar. Humilhada, Fernanda enlouquece e jura vingança contra Cristiano, atrapalhando-o em seus negócios no estaleiro. E Simone, que sobreviveu ao acidente, faz uma viagem e retorna disfarçada, sob a identidade da irmã falecida, Rosana Reis, consagrada como uma artista famosa. Em uma festa, Cristiano reconhece em Rosana sua mulher, mas ela nega tudo e o repudia, por responsabilizá-lo pelo seu acidente.

Enquanto isso, a polícia está no encalço de Cristiano Vilhena, acusado da morte de Gastão Neves. Simone, que odeia o marido, é a única que pode inocentá-lo. Porém, este ódio esconde o amor que ela ainda sente por ele. (Fonte: Teledramaturgia).

Já nos primeiros capítulos da segunda versão, é clara a incompatibilidade de escalação de Fernanda Torres  - na época com 20 anos - ao papel de Simone/Rosana, a protagonista da história, que na primeira versão era defendida pela Regina Duarte, que foi apelidada um ano antes como "a namoradinha do Brasil".

Tony Ramos era figura presente em praticamente todas as novelas daquela década, então não daria para imaginar outro ator fazendo o papel de galã.

Christiane Torloni havia terminado "A Gata Comeu"  no ano anterior, e simplesmente roubou a cena como a vilã Fernanda, deixando a mocinha da história ainda mais apagada.

Já nos primeiros capítulos, existe uma sintonia entre Fernanda e Cíntia, interpretada por Beth Goulart.
Era sugerido que as duas tinham um romance, mas a Censura Federal, ainda atuante na época em que a novela estreou, juntamente com reclamações por parte da audiência, vetaram várias cenas, fazendo com que os autores Regina Braga e Eloy Araújo as reescrevessem.

Curiosidades sobre o remake:

- "Roque Santeiro", antecessora e fenômeno de público e crítica, estava próxima do fim, e a TV Globo ainda não havia decidido qual seria sua substituta.
Primeiro, cogitou-se lançar "Barriga de Aluguel", novela de Glória Perez, que teria a princípio Lucélia Santos como protagonista.
A trama só foi ao ar em 1990, no horário das 18 horas, e teve Cláudia Abreu e Cassia Kis.

Depois, "Cambalacho", novela de Silvio de Abreu foi cotada, mas o autor recusou a proposta, e a novela foi lançada em 86, mas na faixa das novelas cômicas, às 19 horas.

A partir do impasse, a emissora optou pela adaptação da novela de Janete Clair.

- Foi o primeiro remake de uma novela lançada pela própria Globo;

- Para dar vida à protagonista Simone/ Rosana, além de Lucélia Santos, Glória Pires também foi sondada para o papel. Mas a escolhida foi Fernanda Torres.

- Sônia Braga poderia ter vivido a vilã Fernanda. Mas Christiane Torloni foi quem ficou com o papel;

- Os vinte primeiros capítulos foram dirigidos por Walter Avancini. Depois disso, a direção ficou a cargo de Dennis Carvalho.

- Sílvia Bandeira já gravava cenas como a personagem Laura, até que, após a troca de diretor, Dennis resolveu escalar para o papel Maria Zilda (na época Bethlem).

ANTES E DEPOIS

Reprodução: TV Globo/ Montagem


Reprodução: TV Globo/ Montagem

Reprodução: TV Globo/ Montagem

Reprodução: TV Globo/ Montagem

Reprodução: TV Globo/ Montagem
TRILHA SONORA


01. PERIGO – Zizi Possi (tema de Fernanda)
02. NA SELVA DAS CIDADES – Joe (tema de Cristiano)
03. DEMAIS – Verônica Sabino (tema de Simone)
04. MATE-ME DEPRESSA – Marina (tema de Laura)
05. SEDE DOS MARUJOS – Ivan Lins (tema de Joseph e Beatriz) 
06. TUDO EM VOCÊ – Beto Guedes (tema de Diva)
07. TUDO BEM – Lulu Santos (tema de Cíntia)
08. NÁUFRAGOS DO AMOR – Cheque Especial (tema de Caio)
09. MALANDRO AGULHA – Blitz (tema de Miro)
10. MAMÃO COM MEL – Gonzaguinha (tema de Jorge Moreno)
11. A GAROTA DO TEATRO REBOLADO – Zé Rodrix (tema de Fanny)
12. TODA MADRUGADA – Renato Terra
13. ROCK AND ROLL LULLABY – Freesounds (tema de abertura*)


01. I’LL NEVER BE (MARIA MAGDALENA) – Sandra (tema de Rosana Reis)
02. BROKEN WINGS – Mr. Mister (tema de Caio e Fernanda)
03. ON THE RUN – Billy Ocean (tema de Miro)
04. THE SWEETEST TABOO – Sade
05. YES – Tim Moore (tema de Cristiano)
06. WEST END GIRLS – Pet Shop Boys
07. ONLY LOVE – Nana Mouskouri (tema de Diva)
08. INBETWEEN DAYS – The Cure (tema de locação)
09. NIKITA – Elton John (tema de Laura)
10. DUEL – Propaganda (tema de locação)
11. DIGUIDIGIT UP – French Connection (featuring Claude Vallois and Judy Kael) (tema de Flávia e Guido)
12. WHEN THE NIGHT CLOSES IN – Secret Service
13. TAKE IN – Mike & The Mechanics (tema de Jane)
14. ROCK AND ROLL LULLABY – B. J. Thomas (tema de Simone e Cristiano)

ABERTURA

A abertura, desenvolvida por Hans Donner, trazia prédios espelhados saindo da terra.
Pelos vidros, podíamos ver imagens com o rosto dos personagens principais.
Ao final, os prédios vistos do alto formavam o rosto de Cristiano, papel de Tony Ramos.

A trilha também mudou. 
No primeiro capítulo, a faixa "Demais" de Verônica Sabino que tocava na abertura.
A partir do segundo capítulo, uma versão instrumental de "Rock and Roll Lullaby", do cantor B.J. Thomas, presente na versão de 1972.


Apesar de não ter chegado aos 100% de audiência como a primeira versão, "Selva de Pedra", o remake, é um deleite para os fãs da novela, e uma das mais pedidas pelo público do Viva desde o lançamento do canal.
"A DONA DO PEDAÇO": WALCYR CARRASCO CONTINUA SUBESTIMANDO A INTELIGÊNCIA DO PÚBLICO




"A Dona do Pedaço" chegou finalmente a grande reviravolta, em que Maria da Paz descobre que o marido Regis tem um caso com a filha Jô - siane.
Apesar de ser um grande trunfo do autor Walcyr Carrasco, a sequência não chegou a ser impactante.

Quem acompanha a novela desde o início viu a protagonista cheia de atitude se tornar uma caricatura de si mesma, e cair facilmente na lábia da filha mau caráter.

Divulgação (TV Globo)

A novela é um sucesso, pelo menos em termos de audiência.
Chega a bater facilmente os 35, 40 pontos.
A reviravolta na história bateu os inacreditáveis 44 pontos, média que um capítulo de novela lá nos anos 90 chegavam com frequência, com viradas na história ou não.

Mas isso não quer dizer que, apesar dos números satisfatórios, seja uma boa história.
"A Dona do Pedaço" começou bem, e a primeira fase trouxe uma trama envolvente e que prometia.

Só que ao chegar na segunda fase, com a protagonista Maria da Paz fazendo um cosplay de Viúva Porcina de "Roque Santeiro", a novela vem trazendo várias inconsistências.

O texto raso, didático ao extremo, personagens desnecessários, tramas que subestimam a inteligência do público.

Ultimamente, "A Dona do Pedaço" não deixa a desejar a nenhum melodrama mexicano.
As vezes, até nos dá a impressão que estamos diante de uma produção da Televisa.

Só pra listar algumas das falhas:

A lerdeza da protagonista em perceber que a filha é sua inimiga;
O núcleo cômico da casa do Eusébio (Marco Nanini): além de não ter a mínima graça, inventaram um irmão gêmeo desnecessário. Nem a presenção da Gretchen surtiu efeito;
Talentos como os de Betty Faria, Rosi Campos, Tonico Pereira, Ary Fontoura, Natalia Timberg e outras grandes estrelas sendo desperdiçados com personagens que mais parecem figuração;
Rosane Gofman, atriz maravilhosa, fazendo papel de empregada da Juliana Paz. faz tempo que merece um papel de destaque em alguma produção, do Walcyr ou outro autor.

Núcleo Cômico: sem graça, e cheio de talentos desperdiçados (Divulgação/TV Globo)

Muito se falou sobre a ego trip do Aguinaldo Silva, que em "O Sétimo Guardião" resolveu resgatar histórias ou tramas de outras novelas escritas por ele.
Mas Walcyr também é rei em resgatar tramas e situações das suas outras novelas.
Sergio Guizé saiu de "O Outro lado do Paraíso" direto pra essa, e parece que é o mesmo personagem, super forçado.
Caio Castro fazendo ele mesmo. Felipe Titto idem.
Tô esperando se nessa vai ter alguma torta na cara ou briga envolvendo comida.

Tramas que deveriam ser abordadas com mais seriedade, como a de Britney (Glamour Garcia), foram deixadas de lado, e virou um chove-não molha. Andam dizendo que, ao contar para seu amado Abel (Pedro Carvalho), que é mulher trans, ainda será rejeitada.

Nathalia Dill e Monica Iozzi: Pontos positivos na novela (Divulgação/TV Globo)

Não há equilíbrio quando comparamos com o que, pelo menos por enquanto está dando certo.
Nathalia Dill vem roubando a cena como a vilã Fabiana, assim como Monica Iozzi, que dá um banho no núcleo cômico inteiro, com a sua Kim.

Em entrevista ao programa "Mais Você", Juliana Paes se assustou quando Ana Maria Braga disse que a novela havia completado três meses no ar:

"Três meses? Parece que é mais" - disse a atriz, espantada.
Talvez nem ela esteja aguentando.

O que resta é aguardar até novembro, quando "A Dona" do horário nobre será outra.


A MALDIÇÃO DA CHORONA (THE CURSE OF LA LLORONA, 2018)
Título no Brasil: A Maldição da Chorona
Título Original: The Curse of La Llorona
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Terror / Suspense
País de Origem: EUA
Duração: 93 minutos
Direção: Michael Chaves
Estreia no Brasil: 18/04/2019
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa: 14 anos

Ruim
A primeira coisa que nos aguça a curiosidade é o fato de "A Maldição da Chorona" ser baseado em uma lenda mexicana.
Só que esse fato não foi o suficiente para se criar um bom roteiro.
Primeiro longa de Michael Chaves, já responsável pelo terceiro filme da franquia "Invocação do Mal", e com produção do James Wan, explora nada sobre isso.

Logo no início do filme, sabemos que uma mulher mexicana afoga seus dois filhos, lá em 1673.
Mas o que motivou o crime?
O que levou uma mãe a afogar os próprios filhos?
Mesmo com versões distintas da lenda espalhadas ao redor do mundo, o longa não se preocupou em explicar.

Cena do filme (Reprodução)

Daí a história salta para a década de 70, onde Anna Garcia, uma assistente social norte-americana, viúva de um policial, se desdobra para criar os dois filhos, Chris e Samantha.

E a partir de uma investigação de maus tratos de uma mulher contra os filhos, a assistente social abre caminho para que o espírito da Chorona desperte o interesse em "adotar" seus filhos.
Para detê-la, Anna conta com a ajuda do Padre Perez (Tony Amendola) e Rafael Olvera (Raymond Cruz), ex padre e curandeiro, e que conhece bem a lenda.

Apesar de utilizar os famigerados jump scares, o uso do recurso não se faz suficiente para torná-lo um filme bom.
A caracterização da Chorona é dar pena.
É importante que o cinema retrate lendas ou histórias que rodam o mundo, mas que outros países não conhecem. Mas esta, definitivamente, foi jogada no lixo.



CINE BAND PRIVÉ VOLTA AS TELAS DA BAND EM AGOSTO!

As madrugadas de sábado para domingo nunca mais foram as mesmas depois que a Band decidiu dar fim ao "Cine Band Privé", faixa de filme eróticos que a emissora do Morumbi exibiu - pasmem - de 1994 à 2010.

Inicialmente, os filmes de Softcore eram exibidos às sextas, na chamada "Sexta Sexy". 
A partir de 1995, o nome mudou para "Cine Privé", numa estratégia de exibi-los em qualquer dia da semana. 

Em 2010, a Band cancelou a sessão, entrando no lugar o "Sábado no Cinema". 
Muita gente se perguntava o motivo do cancelamento, afinal era um dos programas mais vistos da emissora, atingindo picos de até 8 pontos de audiência, em seu auge. 

Em 2012, o "Cine Privé" ganhou sobrevida, mas durou pouco, ficando no ar pouco mais de um mês no ar. 

Na última semana, a internet ficou alucinada com o anúncio do retorno, marcado para o dia 24 de Agosto, e segundo a assessoria de imprensa da Band, o Cine Privé volta como uma "estratégia de programação."

Dentre os diversos títulos exibidos na sessão de filmes, o mais famoso foi a franquia de "Emmanuelle", baseado no romance homônimo de Emmanuelle Arsan e protagonizadas pela atriz Sylvia Kristel, na primeira versão, em filmes de 1974 à 1992.
Depois, foi a vez de Krista Allen dar vida à protagonista, em "Emmanuelle no Espaço". Nesta leva de filmes, todos filmados em 1994.

O que resta saber é: em tempos de fácil acesso a conteúdo explícito, o Cine Privé sobrevive?
Esperar pra ver. 

Abaixo, uma das chamadas clássicas dos anos 90: 

BRIGHTBURN - FILHO DAS TREVAS (BRIGHTBURN, 2019)
Título no Brasil: Brightburn - Filho Das Trevas
Título Original: Brightburn
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Terror
País de Origem: EUA
Duração: 91 minutos
Direção: David Yarovesky
Estreia no Brasil: 23/05/2019
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Idade Indicativa: 16 anos

Imagine um filme de terror tendo como protagonista um super herói.
Essa é a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas", lançado em Maio desse ano.
O longa simplesmente é uma reciclagem da história do Superman, só que ao invés de salvar o mundo, o personagem principal quer destruí-lo.


SINOPSE

Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.

O filme até que tenta ser levado a sério, mas difícil de engolir a história. Primeiro que o roteiro é raso.
O casal tá lá tentando engravidar, aí desistem porque o espaço mandou um bebê pra eles. Oi?
Em nenhum momento fica claro que eles tinham algo que impedisse a gestação.

Elizabeth Banks em cena de "Brightburn" (Divulgação)

Elizabeth Banks é um rosto conhecido de outros filmes, mas entrega junto com o marido, interpretado por David Denman, atuações que dão pena, de tão ruim.

O garoto Brandon, papel de Jackson A. Dunn, com seus superpoderes também foi bem mal aproveitado nas quase duas horas de filme.
Parece que faltou direção e bom senso do roteiro.

A única coisa louvável no filme inteiro são os efeitos. O filme é bem slasher, e as cenas mais tensas são muito bem executadas. (Destaque pra cena do carro lá do meio pro fim). Dignas de enjoo e asco.

Ao que parece, os produtores pensam numa continuação, o que não seria surpreendente, diante de uma Santa de filmes ruins sendo lançados ultimamente.
E esse é só mais um deles. Aviso: não crie expectativa, ok?


ESTE FILME EU JÁ VI: BRIGHTBURN - FILHO DAS TREVAS (BRIGHTBURN, 2019)

Imagine um filme de terror tendo como protagonista um super herói.
Essa é a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas", lançado em Maio desse ano.
O longa simplesmente é uma reciclagem da história do Superman, só que ao invés de salvar o mundo, o personagem principal quer destruí-lo.

Poster de "Brightburn - Filho das Trevas"

SINOPSE

Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.

O filme até que tenta ser levado a sério, mas difícil de engolir a história. Primeiro que o roteiro é raso.
O casal tá lá tentando engravidar, aí desistem porque o espaço mandou um bebê pra eles. Oi?
Em nenhum momento fica claro que eles tinham algo que impedisse a gestação.

Elizabeth Banks em cena de "Brightburn" (Divulgação)

Elizabeth Banks é um rosto conhecido de outros filmes, mas entrega junto com o marido, interpretado por David Denman, atuações que dão pena, de tão ruim.

O garoto Brandon, papel de Jackson A. Dunn, com seus superpoderes também foi bem mal aproveitado nas quase duas horas de filme.
Parece que faltou direção e bom senso do roteiro.

A única coisa louvável no filme inteiro são os efeitos. O filme é bem slasher, e as cenas mais tensas são muito bem executadas. (Destaque pra cena do carro lá do meio pro fim). Dignas de enjoo e asco.

Ao que parece, os produtores pensam numa continuação, o que não seria surpreendente, diante de uma Santa de filmes ruins sendo lançados ultimamente.
E esse é só mais um deles. Aviso: não crie expectativa, ok?


"SHIPPADOS": SÉRIE ABORDA RELACIONAMENTOS EM TEMPOS DE APPS COM HUMOR E DRAMA NA MEDIDA
Divulgação (Globo)

Produção original do GloboPlay, "Shippados" é uma série de comédia desenvolvida pela dupla Fernanda Young e Alexandre Machado, criadores de outros sucessos, sendo "Os Normais" o mais bem sucedido.

Com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch como protagonistas, e que poderíamos descrever como o Rui e a Vani da era Millenial.

Reprodução / Globo

Enzo e Rita se conhecem em um bar, quando seus respectivos encontros, marcados em aplicativo, acabam desastrosamente.

A partir daí, a dupla parte em busca de explicações sobre o que seria um romance ideal.

Prefiro a Tatá como apresentadora ou fazendo algo no improviso, do que atriz sendo dirigida.
Eduardo Sterblitch conhecia dos tempos do "Pânico na TV" e sempre achei seu humor meio forçado.

Mas mudei de opinião depois de finalizar a série.

Tatá e Sterblitch convence como o casal fora da casinha, mesclando momentos de humor e drama como o roteiro afiado pede.
Tramas paralelas também dão as caras na série: o casal Brita e Valdir, o casal naturista que mora com Enzo, e Suzete, colega de trabalho de Rita, que se envolve com Hélio, colega de trabalho de Enzo.

Pra completar a trupe, Dolores, mãe da protagonista, é um show a parte.

Reprodução/ Globo

O trio de casais tornam-se ainda mais hilários quando estão juntos em cena, e cabe ao telespectador qual deles irá shippar.
Outro atrativo da série é sua trilha sonora, que vai de O Terno, passando por Céu, Elza Soares, Banda do Mar, Vanguart e etc. Maravilhosa.

Terminei Shippados com aquele gostinho de ver mais.
A produção é assinada pela Globo, mas nos faz lembrar de coisas que a MTV produzia no final dos anos 90.
Se levarmos em consideração as críticas positivas sobre as loucuras de #RiZo, teremos uma segunda temporada.


SAI DE BAIXO - O FILME (IDEM, 2018)
Título no Brasil: Sai de Baixo - O Filme
Título Original: Sai de Baixo: O Filme
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Comédia
País de Origem: Brasil
Duração: 83 minutos
Direção: Cris D'Amato
Estreia no Brasil: 21/02/2019
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Idade Indicativa: 12 anos


"Sai de Baixo" foi um dos melhores programas da TV Brasileira dos anos 90.
A família do Arouche, com suas tiradas sarcásticas e texto politicamente correto fez a nossa alegria nas noites de domingo.
Tamanho o sucesso fez a Globo resgatá-lo para as tarde de sábado, e vem dando ótimos índices de audiência.

E confesso que quando começaram a circular rumores de que o programa ganharia uma versão para as telonas, fiquei empolgado.
Mas o humor de Caco, Magda ficou datado, funcionando mesmo só nas reprises do humorístico gravado no Teatro.

A versão do "Sai de Baixo" para o cinema talvez tenha deixado até os fãs desapontados.

SINOPSE

Baseado no clássico seriado da televisão brasileira que conquistou o público no horário nobre das noites de domingo na TV Globo, com os improvisos que ocorrem como em uma encenação de uma peça. A estrutura do longa-metragem mantém os integrantes de uma família de classe média paulista, sua empregada doméstica e o porteiro do prédio. É a volta de personagens icônicos como Caco Antibes, Magda e Ribamar, que conta ainda com novos personagens. Vavá terá se envolvido em uma falcatrua e estará preso. Sua participação nas telonas ainda é um mistério. No Sai de Baixo, tudo pode acontecer!


Divulgação


A nossa primeira frustração começa no elenco.
Os veteranos praticamente fazem pequenas participações.
Claudia Gimenez não topou participar do filme. Marcia Cabrita se foi. Claudia Rodrigues, provavelmente devido a esclerose múltipla, nem foi cotada, ao que se sabe.
Daí resolveram escalar a Cacau Protásio pra preencher essa lacuna, em um papel bem sem graça.
Katiuscia Canoro, apesar do papel com menos destaque que a Cacau, se saiu muito melhor.

E os irmãos gêmeos do Lucio Mauro Filho? Desnecessário.

Tom Cavalcante conseguiu resgatar a alma do Ribamar, mas pecou na Dona Jaula, tia do porteiro.
Muito melhor se tivessem ressuscitado a Dona Caca, mão do Caco Antibes.

Divulgação

Essa homenagem ao programa da Globo não vingou. Totalmente sem graça.
Aliás, são poucas versões para o cinema que conseguiram se tão bons (ou pelo menos chegaram perto) que os programas originais, como "As Mulheres são de Marte", "Minha Mãe é uma Peça" e "Meu Passado me Condena" por exemplo. "Sai de Baixo" e "Vai que Cola" não tiveram o mesmo êxito (apesar de ter tido uma boa bilheteria).

Se quer continuar tendo ótimas lembranças do programa, continue nas reprises da Globo e do Canal Viva. Vale muito mais a pena.


A SEREIA - LAGOS DOS MORTOS (RUSALKA - OZERO MYORTVYKH, 2018)
Título no Brasil: A Sereia - Lago dos Mortos
Título Original: Rusalka: Ozero myortvykh
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Terror / Romance
País de Origem: Rússia
Duração: 90 minutos
Direção: Svyatoslav Podgaevskiy
Estreia no Brasil: 31/01/2019
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Idade Indicativa: 12 anos
RUIM

O longa russo lançado no ano passado, tem seu lado bom, pra quem busca por "jump scare", uma vez que o desenrolar da história cria momentos de tensão.
Agora, se formos levar em consideração o todo, é ruim.

SINOPSE

La Sirena é uma jovem que se afogou séculos atrás e se tornou uma sereia malvada que se apaixona pelo noivo de Marina, Roman. La Sirena insiste em mantê-lo longe de Marina em seu reino da morte debaixo d'água.


ATENÇÃO AO SPOILER!

O spoiler que eu vou dar poderia ser considerado de utilidade pública.
De sereia, esse filme não tem nada.
Primeiro porque toda a história gira em torno de um caso de afogamento em um RIO, e não conheço nenhuma história em que sereias viviam em água doce.
O elenco não tem nomes conhecidos (bom, o filme é russo né?), e todos trazem interpretações sofríveis.
É aquele filme que você assiste, se assusta um pouco, mas que não vai recomendar pra ninguém.
Ou até recomende como um filme ruim.



APPS, SEXO E SCI-FI: ESTA É "NOW APOCALYPSE", SÉRIE DO STARZ

Lançada pelo canal americano STARZ no mês de Março, "Now Apocalypse"é uma série diferente de tudo que a gente já viu por aí.
Ambientada em Los Angeles, acompanha a história de Ulysses (Avan Jogia, de Ghost Wars), e seus amigos Carly (Kelli Berglund) e Ford (Beau Mirchoff, de Awkward).

Divulgação (STARZ)

Descrita como "uma série de amadurecimento surreal", na verdade ela é uma mistura de Malhação, com bastante cenas de sexo, e ficção científica.
Ulysses é gay, e mora com Ford, o típico hétero com sexualidade frágil, e por quem nutre uma paixão platônica. 
Já Carly, muito bem resolvida, trabalha como Cam Girl e namora Jethro (Desmond Chiam), um aspirante a ator, só que sem nenhum talento.

Divulgação (STARZ)

Confesso que comecei a série bem empolgado, só que terminei a temporada com sentimento de frustração.
No geral, não era tudo aquilo que prometia. 
Nenhum dos personagens chega a ser cativante, além do roteiro raso.

Divulgação (STARZ)

Nenhuma história é completamente explicada ao público. 

É daquelas séries que a gente começa a assistir, mas acaba desistindo na metade (confesso que nem eu sei como consegui chegar até o final). 

Apesar da proposta incomum, "Now Apocalypse" não dá vontade de continuar assistindo.
E mesmo não tendo sido fenômeno de audiência, o STARZ renovou a série para mais uma temporada. Vai entender.

"DILEMA", SÉRIE DO CRIADOR DE "REVENGE", SÓ RENEÉ ZELLWEGER SALVA

Quando "Dilema" (What If) foi divulgada, a primeira coisa que chamou a atenção foi o nome de Mike Kelly como criador da série.
Pra quem não sabe, o escritor e produtor norte americano também é responsável por "Revenge", um sucesso mundial que teve 4 temporadas. Mike deixou a produção antes do desfecho.
Com isso, seria até possível justificar o final confuso e decepcionante da saga de vingança de Emily/ Amanda contra a família Grayson, em especial Victoria, que acabou roubando a cena durante toda a história (mérito de Madeleine Stowe).

Só que em "Dilema", Mike ficou do começo ao fim, e mesmo assim, não foi possível criar uma história equilibrada, pelo menos nesta primeira temporada. 

Reneé Zellweger vive Anne Montgomery, uma mulher poderosa que oferece a um jovem casal em dificuldades financeiras uma oportunidade incrível. Mas como tudo tem seu preço, eles terão que decidir o quanto estão dispostos a arriscar pela chance de ter tudo.

Muita gente comparou o enredo da série com o filme "Proposta Indecente", filme de 93 com a Demi Moore e Robert Redford, e de fato tem lá suas semelhanças (o filme é melhor).

Anne: Reneé Zellweger consegue roubar a cena em todos os episódios.

Assim como Victoria Grayson, a personagem de Renné Zellweger é a melhor coisa da série.
Não dá pra saber se Anne será a salvação da carreira da atriz, que há tempos tenta exorcizar o estigma de eterna Bidget Jones, personagem mais lembrado da carreira. E olha que Renné já ganhou Oscar de Atriz Coadjuvante por "Cold Mountain" de 2003.

A história principal é boa, consegue segurar nossa atenção, até a metade da história.
A partir daí, histórias secundárias ganham mais destaque e tudo começa a ficar meio confuso.
Em resumo, é uma série sobre casais.

Sean e Lisa colocam em risco o casamento para conseguirem dinheiro.

O casal Sean (Blake Jenner) e Lisa (Jane Levy) não trazem muita química, além de atuações sofríveis. Alás, nenhuma interpretação surpreendente em todo o elenco.
Renné ganha destaque neste quesito por estar em um papel do qual não estamos habituados a vê-la, e convenhamos, vilãs são muito melhores que mocinhas. rs

Além da trama central, a série aborda também sobre relacionamentos abertos, e traição com direito a gravidez de amante. Mais folhetinesca, impossível.

Não dá pra dizer que "Dilema" é uma ótima série, mas também não é ruim. 
Se você curte tramas novelescas com reviravoltas interessantes, é uma boa pedida, mas sem criar muita expectativa.



ROCKETMAN (ROCKETMAN, 2019)

"Rocketman", cinebiografia de Sir Elton John pode até ter pego carona no sucesso de "Bohemian Rhapsody", longa sobre a trajetória de Freddie Mercury e Queen, souberam fazer algo anos luz melhor.
E pra quem não é fã ou não conhecia a história de um dos maiores artistas da música, ele torna-se essencial.

Atenção: pode conter spoiler

Quando uma das primeiras cenas traz Elton John (brilhantemente interpretado por Taron Egerton) chegando a uma reunião de alcoólicos anônimos, nem nos damos conta dos perrengues que o cantor e compositor passou antes de se tornar um astro.

Da infância do tímido Reggie Dwight, que tinha que lidar com esse bloqueio, além do relacionamento conturbado entre os pais, passando pela adolescência até chegar a fase adulta do cantor de roupas extravagantes, o filme dirigido por Dexter Fletcher (sim, o mesmo de Bohemian Rhapsody) e com produção do próprio Elton John, "Rocketman" é coeso.

Ponto positivo para a mistura de cenas dramáticas com musical (e olha que eu detesto filmes musicais), onde foram introduzidos hits do cantor como parte do roteiro. Funcionou muito bem.

Taron Egerton incorporou Elton, com interpretação muito melhor que a de Rami Malek como Freddie. E portanto, esperamos que ele também seja indicado a melhor ator no Oscar do ano que vem.
Sobre o figurino, que no caso de Elton John é um espetáculo à parte, as semelhanças impressionam.
Ele só peca em alguns pontos: Elton John já foi casado com uma mulher em 1984, porém isso não é muito aprofundado no filme.
Ele também foi amigo de Lady Di, e compôs uma música para seu funeral, mas o filme nem chega a retratar essa fase.

No geral, "Rocketman" nos entrega uma cinebiografia interessantíssima, talvez uma das melhores em anos.
E reitero: é muito melhor que Bohemian Rhapsody.



OBSESSÃO (GRETA, 2019)

A solidão às vezes pode ser perigosa.
Pelo menos é o que o filme "Obsessão" (Greta) nos passa. 

O thriller de suspense é uma das melhores estreias deste ano.
Com  Chloë Grace Moretz e a maravilhosa Isabelle Huppert como as personagens principais, o longa consegue nos prender do começo ao fim. 

Quando Frances (Moretz) encontra uma bolsa esquecida no metrô de Manhattan, e resolve devolver à sua dona, Greta Hideg (Huppert), uma amizade improvável se inicia. 
O que a jovem não imaginava era que estava se envolvendo em uma trama da qual seria difícil se livrar, e de que a viúva solitária guarda muitos segredos.

Isabelle Huppert e  Chloë Grace Moretz em cena de "Obsessão" (Reprodução)

"Obsessão" consegue com maestria prender o espectador, e mesmo usando alguns clichês de filmes sobre psicopatas, não é previsível.

Cena de "Obsessão"(Reprodução)

Isabelle Huppert como sempre é um espetáculo à parte, (já assistiu Elle? Se não viu, corre).
A trilha sonora instrumental também é ótima e auxilia na criação do clima em cenas mais tensas. 

Desde "Louca Obsessão" (Misery), filme de 1990 e que rendeu à Kathy Bates o Oscar de Melhor Filme daquele ano, não se via um suspense à altura. "Obsessão" consegue ser equivalente.
O longa só peca pelo título em português né? 
Fora isso, excelente. 



A DELICIOSA MISTURA DE "MADAME X", NOVO ÁLBUM DA MADONNA!

O novo disco da Madonna saiu, finalmente.
Lançado na última sexta (14/06), "Madame X", o décimo quarto da carreira da Rainha do Pop teve ótima recepção de público e crítica.

Reprodução: YouTube

O que achei mais engraçado foi ler resenhas pela internet, nomeando o álbum como "complexo", "bizarro", "ousado", entre outros adjetivos.
Vamos lá.
Parecem ter se esquecido do primeiro teaser que Madonna lançou para anunciar "Madame X":




“Decidi chamar meu álbum de Madame X. Uma agente secreta viajando ao redor do mundo, trocando sua identidade, lutando por liberdade, trazendo luz a lugares sombrios. Ela é uma professora de dança, uma professora, uma chefe de estado, uma governanta, uma prisioneira, uma estudante, uma professora, uma freira, uma cantora de cabaret, uma santa e uma prostituta”.

"Madame X" traz todas as personas que a cantora expôs no vídeo acima, e passeia sim por vários ritmos e cenários diferentes, onde as faixas não conversam entre si no quesito gênero musical.

Tem o famigerado reggaeton em Medellín, influência de fado em "Killers Who Are Praying", R&B na ótima "Crave" e Funk em "Faz Gostoso".
Pode até parecer que Madonna esteja atirando pra todos os lados, mas talvez seu objetivo seja exatamente focar nesta mistura e trabalhar as faixas individualmente, provando que é boa no que faz , independente do mercado.

FAIXA A FAIXA

"Medellín (featuring Maluma)"

One two, tcha tcha tcha.
Madonna se rendeu ao reggaeton nesta parceira com Maluma, e felizmente parou por aí.
Nossos ouvidos, cansados de reggaeton, agradecem.




"Dark Ballet"

Achei melhorzinha com clipe, que conta com a participação da Mikky Blanko. Um dos melhores vídeos da carreira da Madonna, na minha opinião.



"God Control"

Começa lentinha, depois entra numa batida que me lembrou um pouco o "Confessions".

"Future (Featuring Quavo)"

Reggaezinho bom de ouvir, com letra fácil. A participação do Quavo, diferente do que aconteceu com o Maluma, funcionou bem aqui.

"Batuka"

Madonna mistura EDM e influência de ritmo africano. Uma das minhas favoritas do álbum, por ser algo nunca visto na discografia da cantora.

"Killers Who Are Praying"

Nesta faixa, Madonna traz referência do fado, estilo musical pertencente a Portugal, país onde Madonna reside atualmente. E pasmem, canta trechos em Português!

"Crave (Featuring Swae Lee)"

Dos singles lançados antes da estreia de "Madame X", este foi o que mais grudou nos meus ouvidos.
R&B delicioso de ouvir.



"Crazy"

Essa é mais parecida com alguma coisa que Madonna tenha feito nos últimos anos, então achei meio chatinha.

"Come Alive"

Também sem grande destaque essa aqui. Não empolga.

"Extreme Occident"

Dá pra ouvir um trechinho desta no teaser de lançamento de Madame X.
Começa lenta, aí no meio entra uma batida meio indiana, algo que nos remete ao "Ray Of Light", talvez.

"Faz Gostoso (featuring Anitta)"

Será que Anira teve influência nessa coisa de misturar inglês e português em algumas faixas de Madame X?
A parceria com Madonna elas cantam em "Anittês", e é uma faixa que mistura Pop com Funk. E não é que ficou boa? Todxs já querem clipe! (Inclusive rolou um boato que Madonna estaria no Brasil gravando clipe da faixa com a Anitta). Aguardemos.

"Bitch I'm Loca (featuring Maluma again)"

Música com batida reggaeton que funcionaria melhor que Medellín. Talvez não tenha sido escolhida devido ao título, similar ao último single de sucesso, "Bitch, I´m Madonna"

"I Don't Search a Find"

"I Don't Search a Find" nos faz lembrar a Madonna do início dos anos 90, especificamente do álbum "Erótica" de 1992.

"Looking for Mercy"

Chatinha essa. Apesar da batida poderosa, é fraca.

"I Rise"

Madonna termina a versão Deluxe de "Madame X" com esta faixa, já conhecida do público.
OKzinha.



Pra quem achava que Madonna lançaria mais um álbum irrelevante pra sua discografia, ela voltou provando o contrário e entregando ao público um álbum coerente com a proposta dessa nova era.
Uma grata surpresa.
Vida longa à Rainha e a seu legado!





Em tempo: A versão em CD de "Madame X" trará mais faixas extras.
São elas: " Back That Up To the Beat","Ciao Bella" e "Funaná". É uma melhor que a outra!



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