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MAPPLETHORPE (MAPPLETHORPE, 2018)
Título no Brasil: Mapplethorpe
Título Original: Mapplethorpe
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama/Biografia
País de Origem: EUA
Duração: 102 minutos
Direção: Ondi Timoner
Estúdio/Distrib.: Samuel Goldwyn Pictures
Idade Indicativa: 18 anos

Não sou um conhecedor da obra do Robert Mapplethorpe, a até uns anos atrás esse conhecimento se resumia a capa do álbum do Scissor Sisters, "Night Work", lançado em 2010.
Para a arte da capa, a banda utilizou uma fotografia do artista, que gerou polêmica que até foi censurada pelo Facebook.
Fato é que a maior parte da obra fotográfica de Mapplethorpe é explícita, e sempre causa polêmicas.
No caso do filme biográfico, lançado em 2018, o período em que o jovem Robert começa a despontar como um fotógrafo é o foco.
Nada comparado a outras produções - como a recente "Rocketman" por exemplo, que tem a intenção de mergulhar o telespectador na infância até o ápice da carreira de Elton John - "Mapplethorpe" foca nos momentos marcantes da vida do artista, morto em 1989.

Matt Smith e Marianne Rendón: Robert e Patti Smith na ficção

Desde a relação com a cantora e poetisa Patti Smtih, até se relacionar com homens e fazer deles os seus modelos para as fotografias.

Não sei se foi uma intenção proposital do diretor e roteirista Ondi Timoner: fazer um filme que retrata somente a ascensão e a fase áurea de Mapplethorpe, mas a impressão que fica é de um filme com pressa pra terminar.
Pra quem não o conhece, vale a pena por aguçar a curiosidade sobre sua obra, cheias de nudez explícita.

Mas o filme poderia focar mais na sua ida a Nova York, ou algo que não nos deixasse essa impressão de correria.
Mesmo com os tropeços, não deixa de ser um bom filme.


O ANO DE 1985 (1985, 2018)
Título no Brasil: O Ano de 1985
Título Origina: 1985
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama
País de Origem: EUA
Duração: 85 minutos
Direção: Yen Tan
Estreia no Brasil: 25/04/2019
Estúdio/Distrib.: Supo Mungam Films
Idade Indicativa: 14 anos
★ BOM

Morando em Nova York e longe de casa há três anos, o jovem Adrian retorna para passar o Natal com sua família, durante a primeira onda de crise da Aids. Sobrecarregado com uma tragédia recente, o jovem procura se reconectar com sua amiga de infância, seu irmão mais novo e seus pais religiosos, enquanto luta para contar seus segredos.



O filme é todo rodado em preto e branco, o que deu mais veracidade à época em que se passa a história.
Bastante tocante, mas com enredo meio lento.
Esse vale a pena assistir.

MINHA VIDA EM MARTE (IDEM, 2018)


Fernanda (Monica Martelli) está casada com Tom (Marcos Palmeira), com quem tem uma filha de cinco anos, Joana (Marianna Santos). O casal está em meio ao desgaste causado pelo convívio por muitos anos, o que gera atritos constantes. Quem a ajuda a superar a crise é seu sócio Aníbal (Paulo Gustavo), parceiro inseparável durante a árdua jornada entre salvar o casamento ou pôr fim a ele.



O primeiro filme, "Os Homens são de Marte... e é pra lá que eu vou"  lançado em 2014, é mil vezes melhor que este, mas não tira o crédito dessa continuação.
Do meio pro fim rola uma carga dramática que quebra um pouco com a vibe da comédia, mas continua sendo ótimo.
Mônica Martelli sempre ótima. Paulo Gustavo, parece que está fazendo o papel dele mesmo, gostei muito não.

DUAS RAINHAS (MARY QUEEN OF THE SCOTS)

SINOPSE

Duas Rainhas explora a vida turbulenta da carismática Mary Stuart (Ronan). Rainha da França aos 16 anos e viúva aos 18 anos, Mary desafia a pressão para se casar novamente. Em vez disso, ela retorna para a Escócia, sua terra natal, para recuperar seu trono legítimo. Mas a Escócia e a Inglaterra estão sob o domínio da poderosa Elizabeth I (Robbie). Cada jovem rainha enxerga sua “irmã” com medo e fascinação. Rivais no poder e no amor, e mulheres importantes em um mundo masculino, as duas devem decidir como jogar o jogo do casamento contra a independência. Determinada a governar muito mais do que ser uma figurante, Mary afirma sua reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Elizabeth. Traição, rebelião e conspirações dentro de cada reinado colocam em perigo os dois tronos - e mudam o curso da história.



O principal erro desse filme é a tradução para a exibição no Brasil: "Duas Rainhas".
Apesar do filme de fato possuir duas rainhas, quem protagoniza a história é a Rainha Maria da Escócia. 
O longa concorreu na categoria de Melhor Figurino no Oscar deste ano, mas passou meio batido, muito provavelmente pelo frisson que "A Favorita" (outro filme com a mesma temática) causou.

É o primeiro filme de Josie Rourke, que conseguiu nos trazer um trabalho impecável.
A fotografia é ótima, o figurino, da figurinista Alexandra Byrne, que também assinou o figurino de "Elizabeth (1998) e "Elizabeth - Era de Ouro (2007).

As interpretações de Saoirse Ronan (Lady Bird) e Margot Robbie (Eu, Tonya) estão excelentes, com destaque para Margot, que, apesar de não ser a protagonista, rouba as cenas algumas vezes. 
É nela que o trio Marc Pilcher, Jessica Brooks e Jenny Shircore- indicados ao Oscar de Melhor Maquiagem -  trabalharam bastante. 

A parte interessante de "Duas Rainhas" é que os homens atuam como coadjuvantes, e sempre agindo juntos para destronar a Rainha. 
David Tennant (House of Cards) e Guy Pearce (Amnésia) também estão no elenco.
Ótimo filme, vale a pena assistir. 


EXTINÇÃO (EXTINCTION, 2018)

Atormentado por sonhos com uma invasão alienígena, um homem vê seu pesadelo se tornar realidade quando uma força extraterrestre ataca o planeta Terra.



Esse é o típico caso de filme produzido pela Netflix que, ao assisti-lo, você fica pensando: se esse filme tivesse sido produzido por um grande estúdio... seria muito melhor.
O filme em si não é ruim, e em algumas cenas os efeitos até convencem, mas são poucos esses momentos.

O que peca são os efeitos de gosto duvidoso, além da interpretação do elenco, fraca. 
Merecia produção melhor. 

CLÍMAX (CLÍMAX, 2018)

Assistir "Clímax" até o fim não foi uma tarefa fácil.
O novo longa do diretor Gaspar Noé é uma sucessão de acontecimentos de deixar o espectador de estômago embrulhado (literalmente).

No inverno de 1996, um grupo de dançarinos se juntam em um galpão para participar da seleção para novos membros da companhia.



Em uma reunião regada a música alta e sangria, os candidatos começam a perceber que algo não vai bem. Alguém batizou a bebida oferecida. 

A partir daí, eles passam a tentar descobrir quem foi o autor da mistura de álcool e LSD, até que comecem a sentir os efeitos. 



Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a fotografia. A junção de locação, iluminação, e efeitos de câmera dão o tom em praticamente todo o longa.



Além disso, cenas gravadas em plano sequência, que, quando bem dirigidas, nos dá aquela impressão de estar participando do filme.

Duas curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante: no elenco, somente dois atores profissionais: Romain Guillermic (David) e Sofia Boutella (Selva). Os demais eram dançarinos não atores.
O roteiro original, segundo o próprio diretor Gaspar Noé, só tinha cinco páginas (!). Ou seja, a maior parte das cenas foram - brilhantemente - improvisadas.

A trilha sonora é um espetáculo à parte. Produzida por Daft Punk, Gary Numan, Patrick Hernandez e Aphex Twin, ela está presente em quase todo o filme.

Conheço muito pouco da filmografia do diretor, então sou incapaz de compará-lo com outras produções. Mas sei que Gaspar Noé é bastante conhecido por chocar o público com seus filmes.

Mas depois de Clímax, me despertou a vontade de assistir os outros longas, e comentarei por aqui.

Em resumo, Clímax é um excelente filme repulsivo. Portanto, tenha estômago e psicológico para assisti-lo até o fim.




PANTERA NEGRA (BLACK PANTHER, 2018)

Melhor Filme: Black Panther – Kevin Feige
Melhor Trilha Sonora Original:Black Panther – Ludwig Göransson
Melhor Canção Original: "All The Stars (Kendrick Lamar, SZA)
Melhor Mixagem de Som: Black Panther – Steve Boeddeker, Brandon Proctor e Peter Devlin
Melhor Edição de Som: Black Panther – Ben Burtt e Steve Boeddeker
Melhor Figurino: Ruth E. Carter
Melhor Direção de Arte: Black Panther – Hannah Beachler e Jay Hart
Quem me conhece sabe que não sou muito fã de filmes de super heróis, muito menos acompanho HQ's. É um universo que nunca me interessou.
Mas vez ou outra deixo a resistência de lado e dedico algumas horas da minha vida a produções do gênero.
Quando fui assistir "Pantera Negra", filme da Marvel que estreou ano passado, só conseguia pensar: QUE FILME FODA!
Ele é tão foda que já é considerado sucesso de público: na segunda semana de exibição, já arrecadou US$ 704 milhões ao redor do planeta!

Digo que o filme é foda lá no início do post por vários motivos. Vou citar três relevantes, na minha sincera opinião.

Primeiro que o filme é um tapa na cara dos racistas espalhados por aí (uma parcela bem concentrada nos Estados Unidos): o filme trouxe um elenco majoritariamente negro.
Segundo que o filme se passa em Wakanda, uma nação fictícia da África que detém de tecnologia extremamente avançada. Portanto, o filme é cheio de referências do continente, desde a trilha sonora, figurino e etc. Coisa linda de se ver.
Terceiro que teve a trilha sonora assinada pelo Kendrick Lamar cheio de participações fodásticas (apesar da trilha instrumental ter me chamado mais a atenção durante o filme).

SINOPSE


 “Pantera Negra”, da Marvel Studios, acompanha T’Challa que, após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta pra casa para a isolada e tecnologicamente avançada nação africana para a sucessão ao trono e para ocupar o seu lugar de direito como rei. Mas com o reaparecimento de um velho e poderoso inimigo, o valor de T’Challa como rei – e como Pantera Negra – é testado quando ele é levado a um conflito formidável que coloca o destino de Wakanda, e do mundo todo, em risco. Confrontado pela traição e o perigo, o jovem rei precisar reunir seus aliados e liberar todo o poder do Pantera Negra para derrotar seus inimigos e assegurar a segurança de seu povo e de seu modo de viver.




A produção é impecável e as atuações também.


Um dos pontos altos do filme, Letitia Wright, a Shuri, irmã do Rei T'Challa, rouba a cena toda vez que dá as caras.

Muita gente andou dizendo ter sentido uma certa semelhança com a história de "O Rei Leão" (1994), toda aquela questão de brigas pelo trono e ancestrais e etc, mas vamos deixar essas comparações de lado (ou pro live-action da animação que a Disney vai produzir.)

O filme vale a pena ir ver no cinema (em 3D de preferência), pra ver em casa, muitas vezes se possível. Seja pela história que prende, seja pela fotografia que é de encher os olhos, seja pelo que o filme representa, "Pantera Negra" é essencial.




WAKANDA FOREVER!

A FAVORITA (THE FAVOURITE, 2018)

Na 42° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no ano passado, "A Favorita" foi exibido em apenas duas sessões, o suficiente para gerar burburinho e tornar-se um dos queridinhos do público.

Do diretor grego Yorgos Lanthimos, o longa disputa - e lidera em número de indicações em algumas delas - nas principais categorias das premiações de cinema que acontecem ainda este ano, mas já levou Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz em Comédia ou Musical para Olivia Colman, pelo papel da rainha Ana. Merecidíssimo.
E não é pra menos. "A Favorita" é de fato um excelente filme.

Olivia Colman como a Rainha Ana (Foto: Divulgação)

SINOPSE:

Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única.

Emma Stone e Olivia Colman em cena de "A Favorita"(Foto: Divulgação)

Seria muito clichê começar destacando a fotografia como ponto alto do filme, afinal, filmes épicos ou históricos usam e abusam dese recurso para encher os olhos do espectador, e aqui não é diferente. 
Mas as cenas em grande angulares é o grande ponto das cenas. 
O desempenho da trinca de atrizes, Emma Roberts, Rachel Weiz e Olivia Colman é espetacular.

O embate entre Weiz e Stone pela preferência da Rainha é de fato o ponto alto, sem deixar rastro sobre qual delas sairá vencedora. E achei o desfecho da história inesperado, pra ser bem sincero.

Rachel Weiz em "A Favorita" (Foto: Divulgação)

"A Favorita" é, sem sombra de dúvida, um dos melhores filmes dessa safra pré Oscar e que, muito provavelmente, levará alguma estatueta.

Título no Brasil:A Favorita
Título Original:The Favourite
Ano Lançamento:2018
Gênero:Drama / Épico
País de Origem:Irlanda / Reino Unido / EUA
Duração:119 minutos
Direção:Yorgos Lanthimos
Estreia no Brasil:24/01/2019
Estúdio/Distrib.:Fox Filmes
✪✪✪✪✪ EXCELENTE


COM DISCO DE ESTREIA CHEIO DE SOFRÊNCIA, DUDA BEAT É UMA DAS MAIORES REVELAÇÕES DESTE ANO

Duda Beat é, de fato, e maior revelação musical brasileira deste ano (pelo menos na minha opinião).
Seu álbum de estreia, "Sinto Muito", foi lançado em Abril, mas só parei pra ouvi-lo agora.
E ando no loop infinito com ele.

Nascida em Recife, Eduarda Bittencourt, seu nome verdadeiro, sonhava em fazer Medicina, e se mudou para o Rio de Janeiro para tentar entrar em alguma faculdade por lá.

Conseguiu se formar em ciência política, mas a veia artística já pulsava nesse período.

Foi após um retiro espiritual que Duda percebeu que seu destino era a música.
Os primeiros passos foram participações nos discos do Castello Branco (Serviço, de 2014) e Letrux(Letrux em noite de Climão, de 2017), até se juntar a Tomás Troia e começar a conceber o primeiro disco próprio.

Divulgação

As faixas de "Sinto Muito", é pura sofrência. Nas palavras da cantora, "é um disco para corações reconstruídos. Porque são músicas tristes, mas são amores que doeram e, hoje, não machucam mais", disse Duda em entrevista ao Estadão.

Definitivamente, "Sinto Muito" é aquele álbum de sofrência, daqueles que você dança chorando por um amor não correspondido.

A primeira faixa lançada como single foi "Bixinho", música que quando você ouve não consegue parar.



Além de "Bixinho", "Bolo de Rolo" e "Back to Bad" vieram na sequência.






Em entrevistas recentes, Duda Beat disse que já pensa no segundo álbum, que deve ser lançado ainda no próximo ano.
Enquanto o sucessor de "Sinto Muito" não sai, a cantora promete lançar singles mais dançantes.
Um deles, já conhecido pelo público e muito pedido nos shows, é "Chapadinha na Praia", uma versão para "High By The Beach", da Lana Del Rey.
A cantora já deu início na campanha #liberalana, pra que a música seja lançada.

Já pode lançar pra virar hit de verão, tá, Duda?

Duda performou a faixa no canal do Caio Braz, no YouTube:


Enquanto os outros lançamento não saem do forno, podemos nos deliciar com o primeiro álbum de Duda, pra curtir ou sofrer, dependendo do estado de espírito de quem ouvir.


DUDA BEAT
"Sinto Muito" (2018)
(Independente)
✪✪✪✪✪ EXCELENTE




MENOS FRENÉTICO QUE O ANTERIOR, KAROL CONKA LANÇA O ÁLBUM "AMBULANTE"

Depois de muito tempo de espera, "Ambulante", novo álbum da Karol Conka saiu do forno.
Sucessor do "Batuk Freak", o segundo da carreira, lançado em 2013, que pra  quem conhece, sabe que o disco é uma pedrada atrás da outra, o novo trabalho deixou a desejar nesse quesito. 
Não que o disco seja ruim, muito longe disso, mas faltou a energia que o disco anterior trouxe.

Produzido pelo conterrâneo DJ Boss In Drama, a rapper curitibana preencheu as melodias com letras cheias de empoderamento e críticas sociais, assim como no trabalho anterior.

Divulgação


Mas aqui, nada de batidas pesadas que dominaram "Batuk Freak". Pode até soar estranho pra quem esperava uma sonoridade parecida.

Os destaques do disco ficam por conta de "Bem Sucedida"(onde Karol usa o "Piriri Pompom" conhecido nas músicas de axé e sertanejo de uma maneira bem interessante, "Dominatrix" e "Saudade".

"Maracutaia", "Farofei" e "Lalá", os últimos (ótimos) singles lançados pela Karol,  não entraram no repertório do disco, como os fãs esperavam.

Para os shows da Karol, a mistura das músicas de "Batuk Freak" e "Ambulante" vai dar um bom resultado, certamente.
O primeiro, cheio de faixas com batidas fortes que não nos deixa parados, e o segundo, mais ameno nesse quesito.




"Ambulante" é o primeiro álbum lançado pela gravadora Sony Music, onde Karol assinou contrato em Agosto.


KAROL CONKA - AMBULANTE
SONY MUSIC
2018
✪✪✪ BOM


"CAUTION": O RESGATE DA ESSÊNCIA DE MARIAH CAREY

Quem acompanha a carreira de Mariah Carey sabe que ela sempre foi como uma montanha russa, cheia de altos e baixos. 
O primeiro álbum, auto intitulado, não teve um recorde de vendas, mas se tornou presente nos charts pelo mundo após a aparição de Mariah no Grammy de 1991.

Depois dele, todos os álbuns tiveram êxitos consideráveis, até o lançamento de "Butterfly" de 1997.
Depois desse, a cantora lançou "Glitter" em 2001, e até hoje é considerado um dos maiores fracassos da carreira Mariah, e "Charmbracelet", que também não teve uma boa aceitação.

Mariah só voltou os holofotes para si em 2005, com "Emancipation of Mimi", o décimo álbum, e do qual saíram hits como "We Belong Together" e "It's Like That".

Depois disso, uma série de discos medianos, sem nenhum single que tenha se destacado, além de coletâneas e mais um disco natalino, que não chegou nem perto do sucesso que aquele lançado em 1994 alcançou.

Eis que na última sexta (16/11), Mariah lança "Caution", seu décimo quinto álbum.
Composto de dez faixas, tendo as baladas românticas como destaque, a cantora parece ter preferido não arriscar. 
E se Mariah não quis mexer em time que está ganhando, foi uma decisão acertada, afinal, ela trouxe a essência dos álbuns e singles que fizeram sucesso, com uma roupagem nova. 

A produção ficou por conta de um time de peso: Timbaland, Poo Bear, Skrillex, Jermaine Dupri e DJ Mustard, além da própria Mariah.

De "Caution" já foram lançados três singles:








O próximo é um remix de "A No No" que contará com a participação de Lil' Kim e Cardi B, ainda sem previsão para lançamento.
Inclusive, a base da faixa é um sample de um single da Lil' Kim, chamada "Crush On You", lançada em 1997.



Mariah Carey vai terminar seu 2018 feliz da vida: "Caution" já é considerado um dos álbuns mais aclamados pelo público e crítica especializada, com apenas uma semana de lançamento.
É só o começo.

I'm back, bitches!


MARIAH CAREY - CAUTION
EPIC RECORDS
2018
✪✪✪✪ EXCELENTE


DAVID GUETTA, BEBE REXHA E J BALVIN TRABALHADOS EM NEON NO CLIPE DE "SAY MY NAME"



David Guetta lançou o álbum "7" em Setembro, e como é de costume em seus trabalhos, recrutou vários artistas para dar voz às suas produções.

No disco, tem colaborações de Sia, Jason Derulo, Nicki Minaj (com quem já havia trabalhado várias vezes), Anne-Marie, entre outros.

Hoje, o DJ francês lançou o clipe de "Say My Name", que conta com Bebe Rexha e J Balvin nos vocais, e tem uma influência de reggaetton, seguindo a tendência da temporada.

O clipe é bem colorido, e o Neon domina a maioria das cenas, com destaque pra Bebe (talvez numa tentativa de dar uma visibilidade maior do que cantora já possui).


No mês passado, o Lyric Video tinha sido lançado, e que também é muito bem produzido:


JENNIFER LOPEZ LANÇA O CLIPE DE "TE GUSTE", COM PARTICIPAÇÃO DE BAD BUNNY

Jennifer Lopez lançou nesta quinta (08/11) o clipe de "Te Guste", single com participação do Bad Bunny.

O clima de romance e a sensualidade de J-Lo dão o tom do vídeo, todo em clima praiano.
A questão é que a faixa, atribuída à Jennifer, parece pertencer ao cantor porto-riquenho, onde ela seria a participação.



Desde 2014, quando Jennifer Lopez lançou "A.K.A.", não se ouve falar de um novo álbum.
Desde lá, ela tem trabalhado em singles e participações (a maioria cantada em Espanhol)  além de trabalhos para o cinema e TV.

ASSISTI "EU VI", SÉRIE DA NETFLIX (MAS QUERIA DESVER)

Depois de ter assistido a maravilhosa "A Maldição da Residência Hill", com uma vontade louca de maratonar (um feito só para os fortes, afinal, cada episódio tem quase 1 hora, alguns mais que isso), me deparo com "Eu Vi" no catálogo.

A série já começa errada pelo título: o original é "Haunted" (assombrado, em tradução livre). 
Ok. Decidi dar uma chance pra série depois de conferir o trailer.

Em tom documental, "Eu Vi" traz o relato de pessoas que tiveram, em algum momento da vida, algum tipo de experiência sobrenatural. Até aí tudo bem né, a gente adora ouvir um "causo".

No fim dos seis episódios desta primeira temporada, a minha reação:

Parabéns, Dona Netflix, que bela...porcaria!


A primeira impressão foi que, assim como outros realities americanos, os relatos estavam sendo feitos por atores, bem canastrões, diga-se de passagem. Nada crível. Ou seja, você não compra aquilo como algo de fato verídico.
Até os segredos do programa do João Kleber conseguem nos prender mais.



Diferente da outra série mencionada logo no início do post (e que de tão boa, precisamos enaltecer), "Eu Vi" é muito, mas muito ruim. E espero que a Netflix não invente de produzir segunda temporada.
Tanta série boa sendo cancelada, e olha onde eles gastam o dinheiro?!


Título Original: Haunted
Duração: 144 minutos
Ano produção: 2018
Estreia: 19 de Outubro de 2018
Distribuidora: Netflix
Classificação: 16 anos
Gênero: Documentário, Suspense e Terror
Países de Origem: EUA

✪ RUIM




"Eu Vi" me lembrou um dos clássicos da TV brasileira, que, se bobear, dava mais medo que a série da Netflix:

"A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL" É A NOVA SÉRIE DE TERROR DA NETFLIX QUE VOCÊ PRECISA ASSISTIR (SE TIVER CORAGEM)


"A Maldição da Residência Hill", nova série da Netflix, era tudo que fãs do terror precisavam, depois de um período de produções que deixaram a desejar no quesito "não vou dormir essa noite".

Reprodução: Netflix

Na adaptação do livro da escritora Shirley Jackson, publicado originalmente em 1959, a série dirigida por Mike Flanagan (assinou também a direção de "Hush - A Morte Ouve e Espelhos) , nos traz a história da família Crain, que, ao mudar-se para um casarão que pertencia à família Hill, se depara com acontecimentos sobrenaturais, fazendo com que os membros da família fujam rapidamente dali.

(Reprodução /Netflix)

Anos mais tarde, os filhos de Hugh e Olivia ainda carregam os traumas do período em que passaram na mansão assombrada.
Um dos pontos altos de "A Maldição da Residência Hill" é a eficácia em nos mostrar como fatos do passado influenciam na vida das crianças, agora adultas, sem deixar a narrativa confusa. Passado e presente se misturam de uma maneira que funciona muito bem, além dos ganchos presentes no fim de cada episódio, praticamente nos obrigando a querer maratoná-la.

(Reprodução / Netflix)

Outro ponto positivo é a qualidade no quesito fotografia, impecável, deixando as cenas muito mais assustadoras.

Apesar de "A Maldição da Residência Hill" se tratar de uma série de terror, o drama também é presente em alguns momentos da narrativa, mas nada que atrapalhe o suspense e o mistério que cerca a história da casa.

São dez episódios, e em alguns momentos você até pode achá-la meio arrastada, mas garanto, você não vai se arrepender. E não subestime o roteiro, nem tudo é o que parece.

A única parte chata é que em uma temporada, eles conseguiram finalizar a narrativa, sem deixar vestígios de continuação.

Ao Netflix, um pedido: Invista mais no gênero, a gente nunca te pediu nada!

✪✪✪✪ EXCELENTE


A SOFRÊNCIA É DECLARADA EM "LOBOS", ÁLBUM DE ESTREIA DO JÃO

A esta altura do campeonato, você já deve saber quem é Jão.
Se ainda não sabe, vem comigo que eu te conto.

Jão é o apelido/pseudônimo de João Vitor Romania, paulista de Araraquara que começou a chamar atenção do público quando resolveu publicar covers de canções famosas no seu canal no YouTube.

A mais famosa, uma versão de "Medo Bobo" da Maiara e Maraisa, fez com que o cantor ganhasse os olhos (e os ouvidos) de muita gente:



Depois da repercussão da versão do Hit sertanejo, Jão resolveu lançar material autoral.
Daí saíram "Álcool" e "Ressaca", em Outubro do ano passado, pelo selo HEAD Media, pertencente da Universal Music.

Em Janeiro, "Imaturo" saiu do forno e ganhou destaque nos streamings, como o Spotify, e fez com que Jão levasse o prêmio de Cantor Revelação no MTV MIAW (ai, saudades do VMB da verdadeira MTV Brasil) deste ano.

Em Agosto, "Lobos", primeiro álbum da carreira, foi lançado.
Composto por dez faixas, todas com letras de autoria própria, o tom de sofrência ecoa em todas elas.

Jão definiu "Lobos" da seguinte maneira: “é muito intenso no sofrimento mas também é muito libertador. Dá pra chorar, dançar, chorar dançando ou só abrir o braço e cantar bem alto. Apesar de ser sofrido, as batidas são muito doidas.”

Além da já conhecida "Imaturo", "Me Beija com Raiva", "Lindo Demais" e "A Rua" foram as que mais gostei.
"Vou Morrer Sozinho" também é ótima, mas ficou ainda melhor com o lançamento do clipe:




"Lobos" é um ótimo álbum de estreia, bem produzido, mas não ouça se estiver com muita dor de cotovelo por um amor não correspondido, ou se foi esnobado por quem gosta.

Ou ouça, e arque com as consequências.

Você vai sofrer ouvindo o álbum do Jão?

Jão - "Lobos" / ✪✪✪✪ ÓTIMO

CLEO LANÇA "MELHOR QUE EU", SEGUNDO EP DA CARREIRA MUSICAL
Reprodução (YouTube)


Em março passado, Cleo abandonou o sobrenome herdado da mãe, Glória Pires, para lançar sua carreira como cantora.

Lançou o EP Jungle Kid, com cinco faixas (três cantadas em inglês e duas em português), e dividiu opiniões entre o público.
Com pegada conceitual, e músicas mais voltadas pro alternativo, nada muito comercial, Cleo usou suas redes sociais para uma divulgação pesada do primeiro trabalho dessa nova vertente da carreira.
De "Jungle Kid", saíram os dois clipes abaixo:





Agora, pra provar que o investimento na música é real, Cleo lançou o EP "Melhor que Eu", na madrugada desta quinta (30/08), desta vez com quatro canções (três em inglês e uma em Portugês), e que seguem a mesma linha do primeiro. Se juntar os dois, é um álbum completo.
E já veio com clipe para a faixa de "Trapped", onde aparece numa banheira, e sensualiza com sangue jorrando da boca.



Cleo como cantora cumpre o que promete, entregando um material interessante, bem produzido, o suficiente pra consolidá-la.
O segundo EP é ainda melhor de se ouvir que o primeiro, e que destaco "King", sem desmerecer as outras. Vai por mim, tá bom.

ROUGE (FINALMENTE) LANÇA MATERIAL INÉDITO! VEM CONFERIR "DONA DA MINHA VIDA"
Reprodução (Divulgação)

Quando anunciaram o retorno para comemorar os 15 anos de carreira, muito se especulou se a volta do Rouge seria definitiva, afinal, o grupo ficou em hiato por um longo período.

Com shows esgotados por onde passaram com essa turnê comemorativa, as integrantes talvez tenham percebido que não podiam parar por aí.

Depois de "Bailando", lançada em Fevereiro, o Rouge lançou nesta quinta (30/08) o novo single, "Dona da Minha Vida".

O single foi composto pelas próprias, em parceira com Pedro Dash, Marcelinho Ferraz, Karen Rodriguez, Mr. Paradise, Lucas Nage, Pedro Tofani, Joey Mattos e o cantor Jão, e tem como base o R&B, pouco explorado pelo grupo durante a carreira.

Com clipe gravado em São Paulo, o quinteto volta com letra cheia de empoderamento, e clipe idem, e nos traz Karin, Fantine, Aline, Lu Andrade e Li Martins bem mais maduras, nos dando uma prévia do que podemos esperar do novo álbum, em processo de produção. 


HEREDITÁRIO (HEREDITARY, 2018)

Eu demorei pra tentar definir "Hereditário". Sério.
O filme lançado em Junho deste ano, trata-se de um terror que logo ganhou os corações da crítica, assim como "A Bruxa", de 2015, pela ausência dos jump scares - ou sustos fáceis - e aquelas sequências que faz a gente pular da cadeira.
Alguns já o consideram "o filme mais aterrorizante de 2018". Será?

Toni Collete em cena de "Hereditário" (Divulgação)

Com roteiro e direção do estreante Ari Aster, "Hereditário" conta a história de Annie Graham (Toni Collette), mulher casada com Steve (Gabriel Byrne) e mãe de Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shappiro).

A família se vê afetada pela morte da mãe de Annie, quando coisas estranhas começam a acontecer, principalmente com Charlie, de quem a avó nutria um fascínio incomum.

Milly Shappiro (Divulgação)


Não se sabe, até este ponto do filme, se tudo aquilo é uma metáfora sobre o luto pelo qual a família está passando, ou se é real.

O fato é que o filme, na minha opinião, é mais perturbador que aterrorizante.
O filme é cheio de cenas bem pesadas, e daí é até compreensivo que não haja os jump scares. Não haveria necessidade.

Alex Wolff em cena de "Hereditário" (Divulgação)


Mas pelo barulho que o filme causou desde que foi exibido no Festival de Cinema de Sundance, em Janeiro deste ano, esperava algo mais impactante.
Sem tirar nenhum crédito atribuído a ele, mas comparar "Hereditário" com "O Exorcista", e "O Iluminado" soa um tanto exagerado.
O filme tem o seu valor, mas não chega a ser um daqueles que marcam.



A fotografia é excelente, e os atores estão ótimos em seus papéis. Toni Collette e Alex Wolff, principalmente.



Por fim, se é adepto do jumps scares, "Hereditário" vai te decepcionar. Caso contrário, assista, mas não superestime a produção. Apenas um bom filme de terror, sem ter como único objetivo assustar o espectador.

Vale lembrar que o filme é da produtora e distribuidora A24, que virou a queridinha dos críticos, e a mesma que produziu "Moonlight", "Lady Bird" e "Projeto Flórida", este último ganhador de Globo de Ouro e que concorreu no último Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante, com Willem Dafoe.


Título no Brasil:Hereditário
Título Original:Hereditary
Ano Lançamento:2018
Gênero:Terror
País de Origem:EUA
Duração:127 minutos
Direção:Ari Aster
Estreia no Brasil:21/06/2018
Estúdio/Distrib.:Diamond Films
Idade Indicativa:16 anos






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