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FILME: DIVINO AMOR (DIVINO AMOR, 2019)
















O ano em que "Divino Amor" se passa é 2027.
Estamos praticamente em 2020, então não seria um futuro não tão distante.

O Carnaval deixou de ser a festa mais popular do Brasil.
Agora, a festa do Amor Supremo, uma espécie de Rave Gospel é celebrada por aqueles que aguardam a volta do Messias.

Joana, personagem brilhantemente defendida pela Dira Paes, é escrivã em um cartório, e que no dia a dia tenta, em nome da fé, resgatar o maior número de casais a beira do divórcio.

Cena do Filme (Divulgação)

Pra isso, ela os convida para visitar o "Divino Amor", grupo que defende a ideia de que "quem ama não trai, quem ama divide".
E baseada nessa premissa, Joana e o marido Danilo (Julio Machado), usam além das orações, a troca de casais como uma forma de "se voltar a Deus", e resgatar o matrimônio daqueles que o frequentam.

O casal protagonista também anseia pela tão aguardada gravidez de Joana, um dos pontos altos do longa.

Nas entradas de locais públicos, é feito um escaneamento do frequentadores, sendo possível identificar se a pessoa é casada, solteira, ou se a mulher é gestante, etc.
A igreja agora funciona em um esquema de Drive Thru: o carro estaciona, e há um pastor para realizar o atendimento religioso.

Quem não segue o evangelho em "Divino Amor", é chamado de "desgarrado".

Dira Paes em cena de "Divino Amor" (Divulgação)

O que chama a atenção em "Divino Amor", é a proximidade da realidade retratada no filme com nosso momento político atual.
Apesar do Estado ainda ser considerado laico, a religião é de extrema importância, influenciando o comportamento das pessoas.

O filme consegue prender a nossa atenção justamente pela questão de que, apesar de se passar anos à frente, não é impossível imaginar um Brasil como aquele.
Dira Paes nunca deixou nenhum rastro de dúvida de que é uma excelente atriz, principalmente nas telonas - vide "O Baixio das Bestas" de 2007 - , mas neste filme sua entrega é total.

"Divino Amor" é um dos melhores filmes nacionais deste ano.


Título no Brasil:Divino Amor
Título Original: Divino Amor / Divine Love
Ano Lançamento: 2019
Gênero: Drama
País de Origem: Brasil / Uruguai / Dinamarca / Noruega / Chile
Duração: 101 minutos
Direção: Gabriel Mascaro
Estreia no Brasil: 27/06/2019
Estúdio/Distrib.: Vitrine Filmes
Idade Indicativa: 18 anos



MAPPLETHORPE (MAPPLETHORPE, 2018)
Título no Brasil: Mapplethorpe
Título Original: Mapplethorpe
Ano Lançamento: 2018
Gênero: Drama/Biografia
País de Origem: EUA
Duração: 102 minutos
Direção: Ondi Timoner
Estúdio/Distrib.: Samuel Goldwyn Pictures
Idade Indicativa: 18 anos

Não sou um conhecedor da obra do Robert Mapplethorpe, a até uns anos atrás esse conhecimento se resumia a capa do álbum do Scissor Sisters, "Night Work", lançado em 2010.
Para a arte da capa, a banda utilizou uma fotografia do artista, que gerou polêmica que até foi censurada pelo Facebook.
Fato é que a maior parte da obra fotográfica de Mapplethorpe é explícita, e sempre causa polêmicas.
No caso do filme biográfico, lançado em 2018, o período em que o jovem Robert começa a despontar como um fotógrafo é o foco.
Nada comparado a outras produções - como a recente "Rocketman" por exemplo, que tem a intenção de mergulhar o telespectador na infância até o ápice da carreira de Elton John - "Mapplethorpe" foca nos momentos marcantes da vida do artista, morto em 1989.

Matt Smith e Marianne Rendón: Robert e Patti Smith na ficção

Desde a relação com a cantora e poetisa Patti Smtih, até se relacionar com homens e fazer deles os seus modelos para as fotografias.

Não sei se foi uma intenção proposital do diretor e roteirista Ondi Timoner: fazer um filme que retrata somente a ascensão e a fase áurea de Mapplethorpe, mas a impressão que fica é de um filme com pressa pra terminar.
Pra quem não o conhece, vale a pena por aguçar a curiosidade sobre sua obra, cheias de nudez explícita.

Mas o filme poderia focar mais na sua ida a Nova York, ou algo que não nos deixasse essa impressão de correria.
Mesmo com os tropeços, não deixa de ser um bom filme.


CLÍMAX (CLÍMAX, 2018)

Assistir "Clímax" até o fim não foi uma tarefa fácil.
O novo longa do diretor Gaspar Noé é uma sucessão de acontecimentos de deixar o espectador de estômago embrulhado (literalmente).

No inverno de 1996, um grupo de dançarinos se juntam em um galpão para participar da seleção para novos membros da companhia.



Em uma reunião regada a música alta e sangria, os candidatos começam a perceber que algo não vai bem. Alguém batizou a bebida oferecida. 

A partir daí, eles passam a tentar descobrir quem foi o autor da mistura de álcool e LSD, até que comecem a sentir os efeitos. 



Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a fotografia. A junção de locação, iluminação, e efeitos de câmera dão o tom em praticamente todo o longa.



Além disso, cenas gravadas em plano sequência, que, quando bem dirigidas, nos dá aquela impressão de estar participando do filme.

Duas curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante: no elenco, somente dois atores profissionais: Romain Guillermic (David) e Sofia Boutella (Selva). Os demais eram dançarinos não atores.
O roteiro original, segundo o próprio diretor Gaspar Noé, só tinha cinco páginas (!). Ou seja, a maior parte das cenas foram - brilhantemente - improvisadas.

A trilha sonora é um espetáculo à parte. Produzida por Daft Punk, Gary Numan, Patrick Hernandez e Aphex Twin, ela está presente em quase todo o filme.

Conheço muito pouco da filmografia do diretor, então sou incapaz de compará-lo com outras produções. Mas sei que Gaspar Noé é bastante conhecido por chocar o público com seus filmes.

Mas depois de Clímax, me despertou a vontade de assistir os outros longas, e comentarei por aqui.

Em resumo, Clímax é um excelente filme repulsivo. Portanto, tenha estômago e psicológico para assisti-lo até o fim.




CABANA DO INFERNO (CABIN FEVER - 2016)


Remake do filme Cabana do Inferno (2002), onde um grupo de cinco amigos se isola em uma cabana na floresta e são aterrorizados por um vírus comedor de carne.


Título no Brasil:Cabana do Inferno
Título Original:Cabin Fever
Ano Lançamento:2016
Gênero:Comédia / Terror
País de Origem:EUA
Duração:93 minutos
Direção:Eli Roth
Estúdio/Distrib.:Sony Pictures
Idade Indicativa:18 anos



Para a minha surpresa, "Cabin Fever" é um REMAKE de um filme de mesmo nome, lançado em 2002.
É aquele tipo de terror cheio de clichês, que você assiste por falta de opção de um filme do gênero que preste.
No final, nada se explica, o que é um fator crucial para a frustração do espectador.
Não tem nada melhor pra ver (o que é quase impossível), assista esse.
Nota 4.

NOME PRÓPRIO (2007)

Nome Próprio conta a história de uma mulher que dedica a vida à sua paixão, escrever. A jovem Camila Lopes é intensa, complexa e corajosa. Ela constrói sua trajetória de vida na escrita, afirmando toda sua singularidade. Sua vida é sua narrativa e construí-la de forma digna é o que move sua busca por redenção. Camila abraça a literatura como ato de revelação pessoal e para tal, cria vínculos. Carente, os destrói. Por excesso. Por apego. Por paixão.

Ficha Técnica:

Título no Brasil : Nome Próprio
Título Original : Nome Próprio
Ano de Lançamento : 2007
Gênero : Drama
País de Origem : Brasil
Duração : 120 minutos
Direção : Murilo Salles
Estreia no Brasil : 18/07/2008
Estúdio/Distrib. : Downtown
Idade Indicativa : 18 anos





✪✪✪✪✪ EXCELENTE

Filme intenso, com história forte e que nos faz refletir sobre a nossa própria vida. Intenso , assim como a personagem principal (Lenadra Leal está incrível neste papel), do início ao fim. Para quem gosta de Cinema Nacional e ainda não assistiu, assista. Para que não gosta , recomendo também , porque o filme é excelente!


NINFOMANÍACA : VOLUME 2 (NYNPHOMANIAC: VOLUME II, 2013)


A continuação da história de vida de Joe investiga os aspectos mais sombrios de sua vida adulta, e o que a levou aos cuidados de Seligman. Últimos três capítulos de “Ninfomaníaca”.

Ficha Técnica:

Título no Brasil : Ninfomaníaca - Volume 2
Título Original : Nymphomaniac: Volume II
Ano de Lançamento : 2013
Gênero : Drama
País de Origem : Dinamarca / Bélgica / França / Alemanha / Reino Unido
Duração : 123 minutos
Direção : Lars von Trier
Estreia no Brasil : 13/03/2014
Estúdio/Distrib. : California Filmes
Idade Indicativa : 18 anos


✪✪✪✪ ÓTIMO

O primeiro filme é bem melhor, mas este tem seus momentos marcantes, mostrando a fase adulta da personagem principal. Assim como o Volume 1, pode frustrar quem espera um filme chocante.


NINFOMANÍACA : VOLUME 1 (NYNPHOMANIAC, 2013)

Joe (Charlotte Gainsbourg) é uma mulher de 50 anos que decide contar a um homem mais velho (Stellan Skarsgard) sua história pessoal. Ela relata suas experiências ao longo de oito períodos da sua vida, marcados por diversos encontros e incidentes.

Título no Brasil : Ninfomaníaca - Volume 1
Título Original Nymphomaniac: Vol. I
Ano de Lançamento : 2013
Gênero : Drama
País de Origem : Dinamarca / Alemanha / França / Bélgica / Reino Unido
Duração : 118 minutos
Direção : Lars von Trier
Estreia no Brasil : 10/01/2014
Estúdio/Distrib. : California Filmes
Idade Indicativa : 18 anos




✪✪✪✪ ÓTIMO

Criou-se muita expectativa sobre este filme, mas não é tudo isso que dizem. O filme tem lá suas cenas polêmicas, mas nada muito chocante. Por tratar da Ninfomania , que é um tema polêmico, eu esperava mais.
Mas é um ótimo filme! Recomendo.




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